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quinta-feira, 7 de março de 2013

Dois anos dos cerejas



De madrugada davam sinais que a vida os aguardava de braços abertos.
A mim, cabia só o papel de gerá-los e carregá-los para que aquele dia chegasse.
E chegou.
Iam nascer.
Trouxeram com eles mesmos o maior espanto e surpresa que alguma vez tive na vida.
Ser mãe de gémeos. Ser mãe de dois bebés que se aninharam em mim, sem que eu o tive pensado, pedido nem ponderado.
Fizeram bem; assim o quiseram.
Assim voltou o medo de falhar, de não conseguir e outros tantos difíceis de enumerar.
Falhei. Superei-me.
E amo-os a todos de forma impossível de descrever. De explicar.
São a minha tríade. Quem me ilumina.
São-me tudo.
São, indubitavelmente, a melhor surpresa que tive.
A minha vida ficou com mais cor, luz, sabores e cheiros.
O melhor da vida, ai, o melhor da vida é poder tê-los nela. É saber que tive o condão de gerá-los.
Nasceram há dois anos os meus cerejas.
Parabéns Benjamim.
Parabéns, Violeta da Luz.
Que sejam felizes, infinitamente felizes.

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