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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

No meu jardim...

Todos criamos um jardim repleto de flores, árvores de fruto, relva, água...
Criamos o nosso espaço comum com aqueles que nos são especiais e vamos regando as plantas com todo o amor que lhes damos. Alimentamo-las com a estima que lhes tomamos.
 

Invariavelmente, há sempre árvores e flores que são mais vistosas que as outras. Não o fazemos por mal. Mas as especiais prendem-nos mais.
Há história a unir-nos. E assim aparecem as borboletas no jardim, na barriga, entre nós e em nós.
 

Vamos vivendo e acreditando que a nossa árvore especial há-de sê-lo sempre. Habituámo-nos a isso.
 

E uma dia... Ai, um dia, somos surpreendidos com o que julgámos ser impossível.
A árvore especial deixou de ser importante. Não brilham mais os olhos. E as borboletas fugiram.
Crescemos! Estranhamos a diferença, mas é bom dar importância à árvore devida.
 

No meu jardim, não há lugar para pereiras. Já comi todos os frutos que da árvore podia colher.
 

No meu jardim, semeiam-se oliveiras...
 

É bom crescer, soltar as amarras das memórias e deixar de brilhar o que não brilha mais.
 

No meu jardim, não há mais pereiras.

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