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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ele voltava...

A medo, muito medo, ele reaproximou-se dela.
Entrou pela porta por onde tinha saído tão vazio de si mesmo.
Não tinha sido feliz e os planos que havia feito desfizeram-se tão depressa que não chegaram a tempo de ser concretizados.
Surgiu-lhe a certeza que era ela e só ela que lhe fazia falta.
Deu voltas e reviravoltas sobre si mesmo para assumir o tamanho do erro que fez.
Ela manteve-se de braços e peito aberto para o receber.
Num beijo, com a magia que só eles carregam, voltaram a namorar, a enamorarem-se um pelo outro.
Assim, conquistaram tanto... E reconquistaram-se.
A medo, muito medo, ele reaproximou-se dela.
Em jeito de epifânia o fez.
Trazia luz nas mãos, amor na voz e a certeza pulsante que não mais a queria deixar.
Foram construindo pontes para unir as distâncias que tinham e hoje conseguem chegar um ao outro de forma única.
Reescrevem a história que têm em comum há um ano...
Namoraram às escondidas. Só eles e os filhos sabiam que estavam juntos. Aos poucos foram mostrando a felicidade que havia sido recuperada.
Prometeram-se um ao outro, quase em jeito de jura de amor eterno.
Deixaram de construir castelos. Ela aprendeu a lição: não se constroem castelos, porque podem ser de areia e o mar é sempre mais forte que a areia.
Constroem o que lhes pertence: o seu mundo colorido.
Que todos os dias se lembrem que as palavras não secam mais. Que são importantes um para o outro. Que são um para o outro. Um do outro...
Curioso: hoje é domingo.

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