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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

(...)

Era domingo.
Era noite. Ele saiu pela porta com todas as malas que ela tinha feito durante a madrugada anterior.
Ela tinha no pulsar do sangue emoções tão difícieis de definir. Sentia raiva, uma vontade enorme de sucumbir, uma tristeza que consumia tudo o que de bom tinha. Afinal, como lhe costumava dizer ela "amava-o mais do que ao de melhor tinha".
Ele desfez tudo. Num ápice, virou costas e saiu.
Não quis saber. Não pensou.
Limitou-se a sair, mesmo com todos os pedidos que ela lhe havia feito para ficar.
Era domigo...
Era noite...
E aquele domingo, transformou-se na despedida mais difícil que tiveram.
Despediram-se rasgados em lágrimas.
Ele foi. Foi ser feliz. E ela ficou, como ela só.
Há um ano, era domingo...
E ainda magoa... Todos os domingos magoam, quando ela se lembra de tudo.
Todos os dias são uma luta diária contra essa lembrança.
Estão juntos, outra vez. Vão casar...
Mas há sempre domingos.
Era domingo.

3 comentários:

Alexandra disse...

Adoro "ler-te"!
Mas esquece isso! Deram a volta e isso é que interessa. Sejam felizes!
Beijinhos

paula disse...

não olhes para trás, olha para a frente ;)

beijinho

R disse...

Para a frente é o caminho!!!

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