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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

"Dream a little dream of me"


Tenho vindo a pensar nos sonhos...

Naqueles que queremos ir alimentando para que não se percam pelo caminho, que desejamos tanto que chegamos a acreditar que um dia se tornarão reais.

Não tenho muitos. Tenho os suficientes para ir alimentando, outros para se concretizaem e outros tantos para ficarem naquele meu espaço que se assemelha às gavetas da memória do Dalí.

Vou tendo anseios que tento encaixar nesta minha nova roda viva que não pára de girar e gira tão rápido que parece que não lhe consigo acompanhar o compasso do andamento.

Ímpetos! Tenho tantos.

Mas sonhos... Quando era miúda, queria ser mãe de três filhos. Já os tenho.

Há anos e anos e anos, mesmo muitos, desde que aprendi a escrever que fui alimentado esta vontade tremenda e gritante de querer editar ou publicar um livro meu, com as minhas coisas, coisices, tagarelices e tantas mais "ices"...

Estudei para ser jornalista. Tenho quase toda a minha vida à volta da escrita e sei que é isso que me realiza. De tal forma, que como dizem amigos meus, seria quase capaz de pagar para trabalhar numa redacção e não me importaria. De todo.

Nasceu o meu blog desta vontade gritante de que falo. Mas não sei se me chega. Por enquanto sim. Tem chegado. Receio não lhe dar a devida atenção, agora que o meu tempo começa a fugir ao final do dia, por não conseguir sentar-me com calma a escrever.

É agridoce a sensação e as emoções.

Olhando para tudo, em jeito de retrospectiva, tem-me sido dada tanta coisa maravilhosa... Tenho conhecido tantas pessoas que adoro, que me fazem falta e com quem partilho tanta coisa...

E eu acho que sim... Que chegou a altura de, se calhar, arrumar estes sonhos, vontades e ímpetos numa das minhas gavetas. Tenho tantas ainda por preencher...

Há sonhos que foram feitos para ser isso mesmo: sonhos. Para que nos façam acordar, acreditando que um dia vamos conseguir chegar lá, para que mantenhamos esta magia nos olhos, nas mãos e nas palavras sempre que falamos do que mais queremos... Acreditando, mesmo que estando o sonho numa das nossas gavetas da memória, um dia, outro sonho ocupará aquela gaveta, porque concretizamos o que lá estava. Aquele que era o mais brilhante.

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