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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Era uma vez... Tantas e tantas vezes.


Todos, ao longo desta nossa caminhada, vamos tendo datas e marcos importantes que muitas vezes, podem fazer-nos dar voltas, reviravoltas e muitos deles piruetas tão grandes que ficamos virados do avesso e é do avesso que precisamos aprender rápido, quase à velocidade da luz que nada mais vai ser como dantes, depois dessas mudanças.

O antes fica remetido a isso mesmo a um "antes" que condensa num ai as vivências tidas até então. E noutro ai, em jeito de dor olhando de soslaio para o espanto, a nossa vida nunca mais volta a ser a mesma.

O mês de Julho, por aqui, é farto em emoções dessas.

Foi nesse mês que soube que ia ser mãe. Uma vez. Duas vezes. Três vezes. Tripliquei-me, dividindo-me neles três.

O chão, tantas vezes me fugiu dos pés que tive que aprender a voar. Assim, não precisava mais do chão. Descansaria numa árvore.

Mas o vôo nem sempre foi fácil de manter. Tantas vezes precisei, afinal do chão, e ele não estava.

Uma, duas, três, quatro, cinco, tantas, tantas vezes...

A incerteza inicial, deu lugar a uma dúvida maior. "Ficarão todos comigo ou um irá bilhar perto das nuvens?"

A angustia de não saber a resposta a esta pergunta era maior do que a decisão das decisões. Ficar ou não com todos.

Fiquei. Ficámos. Eles são uma tríade e as tríades só estão bem com todas as pontas e elementos juntos. Eu sou o centro da tríade.

Contra a maré, algumas vezes, lavada em lágrimas, decidi manter-nos unidos. Eu e eles. Eramos quatro. Passámos a ser quatro. Mãe e filhos.

Nos mares, há também, voltas e reviravoltas e quis o mar em que nevegava carregando-os, ora no ventre ora ao colo, que fossemos bafejados com um vento encantado que nos levou a bom porto. A todos.

O embrião que podia não evoluir, desde cedo mostrou a força de viver tremenda que tem e carrega consigo a todo o instante - a Violeta.

Há dois anos que começou o princípio do resto da minha vida. Porque ela deixou de ser só minha. Passou a ser vivida em função de três seres de luz que carreguei comigo e gerei. Foi invadida por cheiros, cores, sabores e emoções tão fartas como só nossas.

Era uma vez, duas vezes... Outra vez.

E numa vezes, eles, encherão o peito de orgulho da mãe que escolheram.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

As conversas ao telefone


E ele anda numa de falar ao telefone.

Fala, fala, fala, fala e continua a falar...

Ontem, fui dar com ele, com o telefone do intercomunicador da rua ou lá-como-se-chama-aquilo-que-dá-para-a-rua na seguinte conversa:

"'Tou?! 'Tou? Quem fala? Quem é?"

Andou nisto algum tempo. Acabou por desistir porque não havia ninguém do outro lado para falar com ele.

Fica pesaroso a olhar para a maquineta-telefoneta e eu pergunto como é que estava a falar agarrado àquilo.

Peremptoriamente diz-me "Com a boca".

E assim me calou, não fui cqapaz de perguntar mais nada de mais nada.

ps: obrigada por carregarem na publicidade, vamos em quase €8. Xi-coração!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Pensamento do dia


"Deixa a janela do sorriso aberta. Coisa boa, boa coisa desperta." Assim se ouve na música bom feeling da Sara Tavares.

Devagrainho, começam a chegar as tais coisas boas.

Acerca deste texto, informo que já temos €4.66 dos cliques que aqui são dados na publicidade.

Muito, muito, muito obrigada. Mais um pedacinho e já dá para comprar um pacote de fraldas sem que alguém s etenha esforçado muito ou gasto tostão algum.

Vou repetir: quem ainda não tiver publicidade no blog, pense em colocar.

E a quem se lembrar de clicar nos anúncios, sempre que passarem por cá, nós agradecemos.

Um xi-coração

ps: o trabalho continua a correr bem. Espero que assim se mantenha

domingo, 22 de julho de 2012

De sete em sete anos


Ao nível espiritual, há quem acredite que a nossa vida é composta por ciclos de sete anos.

Tenho vindo a pensar nisso há algum (entenda-se bastante) tempo e a verdade é que acaba por bater certo.

Aos sete anos, os meus pais separaram-se.
Aos catorze, entrei para o teatro que me ajudou em tanto e tanta coisa.
Aos vinte e um conheci o pai dos meus filhos.
E os vinte e oito chegam em Novembro. Está quase.

As três coisas enumeradas, tiveram todas grandes impactos na minha vida; umas para o lado positivo, outras nem por isso.

Posto isto, dadas as circunstâncias e porque é mesmo preciso acreditar que tudo vai mudar para melhor, cá estou de braços abertos à espera que os vinte e oito anos fechem um ciclo bastante conturbado e iniciem um em que reine mais luz e coisas boas.

Uma coisa é certa: mesmo que não seja iniciada uma nova era com coisas mais tranquilas e que nos tirem a fome e o sono, à noite, cá estarei para, mais uma vez, aceitar o que a vida tem para me propor e oferecer, de modo a ultrapassar a situação. Diz que me tenho tornado perita nisso.

Mas que era bom que tudo melhorasse, era.

ps: o primeiro dia de trabalho foi fantástico!
ps II: diz que sou uma moça novita.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

100!!!


Cheguei aos 100 seguidores! 

Que bom! Obrigada a quem tem paciência para ler as minhas coisices, postas de pescada e algumas merdices.

Gostava de, à semelhança do que acontece com tantos outros blogs por este mundo blogueiro fora, ter chegado a este patamar de seguidores ou de oferecer alguma coisa gira patrocinada por alguma marca XPTO.

Ainda não atingi essa possibilidade, dado que não tenho a notoriedade que ainda não possuímos a notoriedade que outros blogs têm. Lá chegaremos, se tudo correr bem.

Não tenho prenda para vocês, mas tenho para mim.

A prenda chegou para mim.

Amanhã, começo a trabalhar. Estou regressada à parte administrativa.

Foram quatro fases de entrevista. Optei por deixar para trás o salto alto e outras minhoquices. Afinal, valho o que valho com ou sem grandes arrumos.

Fiz questão de não esconder nenhuma das tatuagens ou piercings... Fui passando todas as fases, fazendo o que de melhor sei: ser igual a mim mesma, sem ser necessário ir buscar a "personagem" administrativa.

Na entrevista individual, optei por não andar com grandes rodeios, expus aberta e claramente a situação económica e familiar onde estou...

Falo tanto como escrevo, ou seja, muito. A entrevista, deu pano para mangas, de tal forma que acabámos a conversar sobre imensas coisas relacionadas com filhos e sociedade...

Consegui...! Sem cunhas, sem máscaras, sem ocultar nada, sem inventar nada...

Consegui sendo eu mesma. E isso é maravilhoso.

Amanhã, lá começa uma nova rotina... Que seja presságio de uma vida mais tranquila e com mais coisas boas do que menos boas.

Venha de lá a luz ao fundo do túnel.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Férias



Engraçado como ao longo da nossa vida, a noção da palavra férias ou o significado que lhe atribuímos vai mudando, de acordo com o momento em que estamos.

Quando eu era miúda, férias, era só uma palavra que existia. Assim como há outras tantas.

A minha família nunca fez as típicas férias de agarrar nas tralhas e ir passar dias a X sítio. Fizemos isso uma vez. Uma vez!

Quando entrei para a escola, as férias passaram a ser aqueles dias em que não havia aulas. Como consequência, não havia escorrega, ficar com as calças rasgadas por andar a trepar à oliveira que havia na escola primária...

Ao passar para a preparatória, para além de não haver aulas, passavam a haver, ainda que a medo, os passeios com os colegas de escola e na secundária, esta parte acentuou-se. Fartava-me de sair, passear, ir ao cinema, ver o Tejo...

Pouco tempo depois de entrar em Jornalismo, comecei a trabalhar e mais uma vez, as férias sofreram alterações.

Passavam a ser os dias em que não trabalhava ou não estudava, nunca ambos em simultâneo.

O que foi sempre presente foi a inexistência de ir passar dias sabe-lá-Deus-onde.

Parei o curso, comecei a trabalhar em full time e durante dois anos, não tive férias. Não as marquei sequer.

Conheci o pai dos meus filhos e as férias, aquela coisa de ir passar dias fora, passou a ser feita aos fins de semana em que conseguiamos ter folga em conjunto.

Mas o cenário de ilhas paradisíacas, nunca fez parte do meu imaginário de férias. Talvez por não ter sido educada com férias assim.

Depois de comprar casa, as férias, passaram a ser apenas e só os dias em que não se trabalhavam no posto de trabalho. Mas confesso que não sou muito amante de férias ou de não fazer nada.

Hoje, dou por mim a pensar que se tivesse direito a férias, seria bom sinal. Estaria empregada.

Por outro lado, desde que iniciei a minha vida laboral que tenho para mim que férias é sinónimo de descanso. Há quase três anos que não descanso, mesmo quando chegou o desemprego e se foi o direito às férias.

Como e qual será a importância ou significado que no ano que vem, terão as férias, por aqui?

terça-feira, 17 de julho de 2012

Publicidade no blog


Hoje em dia, dadas as condições financeiras que se vivem, as pessoas tendem a procurar novas formas de ganhar alguns tostões.

Por aqui, não somos excepção. Andamos na lufa-lufa do procura-trabalho-envia-CVs-estica-daqui-mas-destapa-dali e há tempos, descobri que se podia adicionar publicidade ao blog.

Adicionei.

Não sei se está a ser rentável ou não, porque não percebo muito da coisa, mas num mês ganhamos €0.57. Isto vezes os doze meses anuais é capaz de dar qualquer coisita.

Assim e porque não tenho mesmo por onde me esticar mais, caso possam, quando entrarem no blog para ler as coisices que para aqui vão, se se lembrarem, cliquem num dos quadradinhos da publicidade.

Ajudam-nos e não vos custa nada de nada, mas mesmo nada.

Para quem ainda não tem publicidade no blog, pensem em colocar.

Como diz um amigo meu, "mal não faz, portanto, tudo bem."

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ele há coisas...


Há pouco tempo, escrevi sobre a parte boa que a internet me tem trazido.

Mas também há a parte menos agradável. Aquela em que somos tidos como amigos de conviniência, principalmente quando é para pedir dinheiro.

Tenho descoberto pessoas fantásticas que me acompanham aqui no blog e noutros locais da internet, outros mesmo cá em casa. E tenho levado com algumas surpresas menos agradáveis.

Pessoas más, mal agradecidas, com um feitio (aparente) que não as leva a lado algum.

Algumas dessas pessoas, ajudei, na medida em que pude... .

E ponho-me a pensar... É uma pena, ou um monte de penas, que as pessoas assim sejam.

É-me inconcebível receber qualquer tipo de ajuda e não agradecer a mesma. Quem ajuda não tem qualquer obrigação para connosco, mas nós devemos gratidão e agradecimento a quem disponibiliza o seu tempo, espaço e preocupação connosco.

É ainda pior quando refugiam e mascaram uma má índole que acaba por ser revelada, usando aquilo a que uns apelidam de mau feitio e outros de mania-dos-coitadinhos...

Questiono-me, se estas pessoas serão assim, sem ser através dos blogs e coisas que tais...

Só desejo que consigam dormir bem e que um dia o karma lhes bata à porta. Acaba sempre por bater.

sábado, 14 de julho de 2012

O poder mágico que as mães carregam


Em tempos idos, o gordipampas-mor magoou-se num dedo. Estava bastante choroso e o pai disse "o pai dá beijinho e passa".

Ficamo-nos por ali.

Cada vez que faz dódói vem ter connosco a dizer "há beijinho".

Ontem, no meio dos carrinhos dele, encontrou um que já só tinha duas rodas.

Muito triste, olha para o carrinho e diz "oh, tagou-se" (estragou-se)

Mãe: Pois é filho, estragou-se. E agora?

Ele, olha pensativo para o carrinho.

Gordipampas: Mãe, há dódói. Beijinho.

Assim é o meu filho mais velho... Acredita nos poderes mágicos e curativos da sua mãe.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Os raios do sol



Fui confrontada com a dura realidade das gravidezes e perdas de bebés quando engravidei pela primeira vez.

Era-me completamente desconhecida a quantidade de bebés que nunca o chegam a ser. A viagem fica-lhes pelo caminho.

As mães, essas hão-de ser sempre mães, porque a viagem delas não termina. Nunca termina.

Vejo, agora e diariamente, pessoas entristecidas pela perda de algo a que muitos chamam "coisas", por não serem ainda "nada".

Mas esse "nada" rapidamente se transforma num "tudo" para quem o carrega acoplado a si. Pelo tempo que for. É um nada a quem prontamente se começa a chamar de filho. Para quem se faz planos, se imagina vezes sem fim como será carregar nos braços e não no ventre... Imaginamos sem fim nem tecto como será ver o primeiro raio de sol em conjunto com aquele que é nosso filho...

É uma vida. É tudo.

Quando se descobriu que a minha gravidez era gemelar, disseram-me que o embrião mais pequeno, por ser tão pequeno, certamente não ia evoluir. Cheguei a escutar uma médica a chamar-me de estúpida por acreditar que sim, que iam ambos continuar a crescer.

Andei com o coração a palpitar mais do que o usual até ter a (quase) certeza que sim, que ambos estavam bem e iriam continuar comigo.

Ao mesmo tempo que soube que estava grávida de gémeos, soube que um dificilmente evoluiria. Se a primeira notícia foi um choque, a segunda ainda foi maior.

Ninguém se prepara ou espera ouvir uma coisa assim.

Parece quase contra-natura. Uma vida que está acabada de ser iniciada no ventre de sua mãe, parar aquela viagem... Muitos dizem que não faz sentido e no nosso âmago é isso mesmo que sentimos. Não faz sentido.

Mas as mães têm sempre razão e a mãe Natureza é soberana. A ela fará sentido. Nós, filhos, apenas podemos colocar em causa a autoridade desta mãe.

Poucas vezes se escutam informações sobre estas mães cujos filhos não chegam ao final da viagem. Cujos filhos não chegam a ver o primeiro rasgo de sol ao colo das mães.

Quantas vezes quis e quero abraçar as mães destes filhos... Para lhes dizer que o raio de sol, aquele que os filhos não puderam ver por eles mesmos é o laço que os irá unir para sempre.

E quantos raios de sol há quando abrimos a janela?

Raios de sol...

quarta-feira, 11 de julho de 2012

"Coitadinhos."


Faz tempo que sair à rua é sinónimo de ter um sinal luminoso a piscar dizendo "olhem para nós".

Quando estava grávida era porque tinha um bebé pequenino e estava  grávida outra vez. A barriga não era grande, era enorme. Tão grande que carinhosamente lhe chamava de rotunda.

Desde que os cerejas nasceram, parece que o sinal para além de ser luminoso é fluorescente...

Toda a santa gente olha para nós... O que se torna tremendamente incomodativo.

Tento ser compreensiva por saber que poucos casais da nossa idade - ou mesmo nenhuns - tem três filhos com idades tão próximas.

Há pessoas que se aproximam de nós, um pouco a medo, para fazer perguntas. Há quem nos vá só desejar felicidades e perguntar os nomes dos ficha tripla.

Desde que fomos à televisão piorou. Falam para os meus filhos como se os conhecessem desde sempre... :S

As pessoas com as quais mais paciência tenho e fico a conversar o tempo que for preciso são as que têm já alguma idade. O impacto que pode ter o facto de estar com bebés (meus ou outros) e ver a simpatia deles pode dar-lhes algum alento. Pode não, dá mesmo. No final, ainda nos agradecem o tempo em que estiveram connosco.

Mas também há o outro lado.

Pessoas inconvenientes, que nos chamam de coitadinhos, fazem aquela pergunta estúpida "São gémeos?" - não, são não. engravidei de um e o outro é prenda de bom comportamento - pessoas que lhes mexem sem autorização ou lhes tiram a chucha só porque sim...

Eu percebo. A sério que percebo algumas coisas e até fico feliz.

Mas outras há que começam a encher. 

"Ai coitadinhos."
"O que é que vos passou pela cabeça?"
"Então, não tinham mais nada para fazer?"
"Já aprenderam a lição ou ainda vão ter mais filhos?"

Parece que pedimos alguma coisa a estas gentes, quando a única coisa que fazemos é o mesmo que elas: andar na rua ou no supermercado.

Tenho pensado nisto e até à dias, estava convicta que seria eu que deveria compreender as pessoas. Mas a verdade é que não estava certa. São eles que devem entender que eu e os meus temos o nosso espaço que deve ser respeitado. São eles que têm que passar a ser bafejados por aquela coisa que se chama de boa educação.

Não tive os meus filhos todos para que fossem semelhantes a um mostruário quando saímos à rua.

E coitadinha...? Tenho imensos defeitos e qualidades, mas "coitadinha", não é, de todo algo que se adeque à minha pessoa nem aos meus filhos.

Que nérbios!!!


terça-feira, 10 de julho de 2012

"Agora, já estás despachada!"


Se há coisa que me incomoda são expressões que não lembram nem ao menino Jesus.

É muito comum eu ouvir "ai, agora, já estás despachada." E não, não é por ir a uma loja comprar alguma coisa. É por ter três filhos.

Quando tinha só o Henrique - verdade seja dita que foi filho único apenas durante quatro meses - era comum perguntarem-me quando era o próximo e tinha que ser uma menina precisamente para ficar "despachada".

Quando estava perto dos partos, muitas vezes escutei "nunca mais estás despachada".

Anda tudo muito à volta do despachar.

A gravidez não é a despachar, são nove meses.

Parir não é a despachar. Educar muito menos é a despachar.

Não tive três filhos para ficar "despachada"...

Tive-os para ser mãe deles. Tão simples quanto isto, mas insistem porque insistem que é bom... Fico "despachada".

Não gosto, mesmo, da expressão... De todo.