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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Trabalho, procura-se e com jeitinho ainda se dá recompensa

Esta busca da trabalho, está a dar comigo a perder a sanidade mental...

Quando engravidei do Henrique, as funções que exercia, foram transferidas para o Porto, assim como toda a actividade situada onde eu estava.

Como entrei de baixa de risco, acabei por não regressar àquele sítio. Consegui, encontrar trabalho perto do final da licença de maternidade.

Tive formação e no dia em que assinei o contrato, soube que estava grávida, outra vez. E mais uma vez, a história repetia-se. Vim para casa com baixa de alto risco, logo no início da gravidez.

Decidimos que um de nós deveria ter dois trabalhos, para fazer face à despesa que aumentou exponencialmente com três filhos.

Fui aceite noutro sítio. Desta feita, ligada a uma das minhas áreas de formação. Animação infantil e teatro. A intenção inicial seria manter-me como administrativa de segunda a sexta e na parte da animação aos fins de semana.

Acontece que da parte administrativa não fui informada quanto ao meu dia de regresso ao trabalho - fiquei de férias depois de terminada a licença. E com isto, fiquei a trabalhar a tempo inteiro com as crianças.

Foram quatro meses. Trabalhei quatro meses!!

Chegado o Natal, acaba o meu contrato. Não renovaram, segundo o director artístico do sítio, por causa da crise. Mas o curioso é que mesmo com a crise, colocam pessoas nos locais de trabalho, sendo que um deles havia sido ocupado por mim. É! Chegou-lhes a crise! De valores e coisas que tais.

Desde então que todos os dias envio CVs. E as respostas ou a falta delas chega a dilacerante...

Chegada às entrevistas, quando as há, ou tenho qualificações a mais, ou filhos a mais, ou qualquer coisa a mais...

Eu quero e preciso de trabalhar, com ou sem qualificações a mais, com ou sem filhos a mais...

Estou em casa há demasiado tempo. Tanto assim é que para mim, as férias foram os quatro meses em que trabalhei...

Quero tanto, mas tanto trabalhar...

4 comentários:

Fi disse...

adorava ajudar-te ou conhecer alguém que o pudesse fazer mas isto anda mesmo péssimo :( para pagarmos enquanto empresa um ordenado de 500€ a alguém, pagamos mais 500 só em impostos, o que dá facilmente o dobro. É insuportável também para as empresas e começa a ser quase impossível contratar por causa destas taxas e mais taxas para pagar :( precisam de aliviar a carga fiscal e dar incentivos à economia para que nos consigamos mexer. Boa sorte querida Sofia, mal saiba qualquer coisa digo-te, mas a verdade é que só sei de despedimentos neste momento, tenho grande parte dos meus amigos todos desempregados ou simplesmente fizeram a mala e foram-se embora :( nós com filhos a questão complica-se muito porque as responsabilidades são outras. Desejo-te imensa sorte, do fundo do coração. Beijinho

Sofia disse...

Está tão agreste que na minha família próxima, fomos todos despedidos. Uns atrás dos outros. Eu, o meu pai, o Tiago, a minha irmã e o marido da minha mãe - meu pa(i)drasto. Safa-se a minha mãe, porque dá as consultas em casa...
Mas ainda assim, está tão, mas tão difícil e as novas regras do desemprego tornam a situação ainda mais incomportável...
Um dia, temos um treco!

Lisa disse...

como ja tive oportunidade de ti dizer no call center aonde estou aceitam todo o tipo de pessoas, com ou sem filhos e com qq disponibilidade, para o meu depto estao a meter mta gente, ja pus duas pessoas, se quiseres diz-me! é garantido! embora pouco é melhor q nada. bjinhos

Sofia disse...

Elisa, como já sabes também, a empresa onde estás tem o me CV disponível e todas as informações necessárias sobre a minha pessoa para que me chamem.
Mais uma vez, obrigada.

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