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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Isto da internet...

Muito se fala sobre os perigos da internet.

E pouco, muito pouco, alguém menciona as coisas boas.

Desde que fiquei em casa, há quase três anos, que se não fosse esta coisa da internet e da possibilidade de falar com outras pessoas que partilham algo em comum connosco, tinha dado em (mais) maluca.

Passei dias e dias e dias e noites (que grandes noites) a falar com quem nunca tinha visto.Com quem se calhar nunca hei-de ver.

Passei tempos preciosos da minha vida a acalentar, pessoas em desespero, que não precisavam de mais nada senão de alguém que lhes dissesse no final do dia algo como "vai correr tudo bem", mesmo que tendo um véu tão grande como um computador e uma distância tremenda.

E da mesma forma fui retribuída. Quantas e quantas vezes fui também acalentada, mimada, até mesmo apaparicada? Tantas, mas tantas. Eu e os meus filhos.

Esta forma de nos partilharmos, acaba por originar algo que para muitos cepticos parece ser mentira. Amizade. A verdade é que é isso mesmo que se cria.

Amizade pura e verdadeira.

Com pessoas maravilhosas com que se pode falar sobre tudo e sobre nada. Que se preocupam tanto connosco como se fossemos da família, que estão sempre "lá" e o sentimento em conjunto com a disponibilidade é igual de parte a parte.

Tenho tantas pessoas assim a quem eu quero bem e que me querem bem.

Têm sido, cada uma à sua maneira, a minha companhia nestes últimos três anos. Fazem-em surpresas inesperadas e nunca sei bem nem ao certo como lhes retribuir tamanha estima, se não dando a minha consideração e gosto de retorno.

É-me dito várias vezes, que me tomam como exemplo, como pessoa a seguir, como isto, como aquilo... A verdade é que (como sempre digo) não sou nada dessas coisas, mas se por algum motivo é possível equacionar tamanhas coisas, muito se deve a esse apoio, àquele que sempre recebi quando não havia mais ninguém por perto. Quantos e quantos instantes precisei de alguém e não havia, aqui, ninguém? Não havia presencialmente nem fisicamente, porque este véu que é o computador, facil e rapidamente vai começando a ficar mais ténue, acabando por quebrar um dia.

Claro está que também há pessoas que acabam por se aproximar só porque sim, maioritariamente, desde a última ida à televisão.

Mas ainda assim, deixem-me acreditar neste mundo que pinto de cor-de-rosa por receber tanto, mas tanto que não sei mesmo como retribuir...

O extra-ordinário é que destas minhas pessoas, muitas há que me conhecem mais e melhor do que aqueles que dizem conhecer-me desde sempre ou que estão a uma distância física ou rodoviária de 30 minutos, se tanto.

Ainda mais maravilhoso, dão-me algo que as tais que me conhecem e blablabla, amizade... Tanta amizade, sincera.

Não me canso, nem hei-de cansar de dizer a todos - cépticos incluídos - que apesar de apelidarem estas coisas de virtuais, as mesmas são muito, mas muito mais verdadeiras do que as que tomam como reais.

Não importa se falaremos para sempre, se continuaremos a ter esta magia connosco todos os dias. Importa-me o importante: estiveram comigo nos instantes em que os outros, aqueles da distância de 30 minutos não estiveram. Esses devem ter-se esquecido do caminho que há para chegar até mim. Ainda bem! Foi a forma de o manter desocupado para que outras pessoas o pudessem encontrar e escolher a possibilidade de se manterem por cá ou partirem na busca de outro.

Sinto e sei, pelo que me dizem todos os dias, que hoje, o caminho até mim ou o meu caminho está mais farto de maravilhas do que há mais de três anos.

Sinto-o todos os dias!

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