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terça-feira, 5 de junho de 2012

Eu gosto de mim e tu?





Sempre fui gorda. Mentira, quase sempre fui gorda. Já fui gorda e grávida. Duas vezes. E das duas vezes, ganhei estrias, mais celulite; a barriga chegou mesmo a descair com a gravidez dos gémeos e assim se mantém. Descaída, tal como o peito.

Diz que a lei da gravidade é muito forte.

Mas mesmo assim, eu gosto de mim.

Sinto-me confortável em mim e comigo. Aceito com calma todas as alterações que o meu corpo foi sofrendo, em vez de as rejeitar ou recriminar. Afinal, são fruto de algo tão mágico como a gravidez. Foi por ter carregado os meus filhotes em mim que fiquei assim. Dei-lhes a vida, em conjunto com o pai, e eles deram-me estes presentes. Para que sempre que eu me olhe ao espelho não chore, mas relembre cada coisa passada nas gravidezes. E nenhuma das duas foi fácil.

Ainda assim, eu gosto de mim. Porque sou muito, mas muito mais que uma barriga cheia de estrias e o corpo a caminhar para uma laranjeira com tanta celulite.

Sou tudo aquilo que tenho dentro de mim e isso engloba os meus filhos. São intrinsecamente meus e do seu pai.

Por isso, vou mimar-me todos os dias, como mimo aqueles de quem gosto. Recordar-me todos os dias que mesmo que queiramos chorar (e algumas de vós, sabem que isto por aqui não tem andado nada fácil, mas sim a roçar a bipolaridade no que toca a estabilidade), há sempre algum motivo que nos faça sorrir.

Vou arranjar-me todos os dias como se o meu dia fosse uma festa! Vou dançar, cantar, namorar...

Vou v-i-v-e-r!

É isto que nos faz falta! É isto que nos dá a própria vida! Viver! Ah, como é bom viver e abrir os braços às coisas boas, mesmo quando só parecem coisas más.

Não há nenhuma luz no fundo do túnel, como nos têm ensinado. A luz está dentro de nós cabe a nós acendê-la.

E tu, gostas de ti? Sorris para ti? Não? Então, toca a mimar-te e ver a pessoa maravilhosa que és, sempre! Se assim o eras antes de engravidar, assim, te hás-me manter depois das marcas que a gravidez deixa.

Somos fantásticas, mesmo quando nos dizem que não e quando não nos sentimos como tal.

Tudo flui melhor quando gostamos de nós.

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