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segunda-feira, 4 de junho de 2012

"As mulheres são todas iguais."



Há dias, um amigo meu, disse-me aquele cliché maravilhoso-que-serve-para-justificar-tudo-porque-dá-jeito: "as mulheres são todas iguais.". Curioso é que se for uma mulher a tecer algum comentário semelhante, sair-lhe-ia, possivelmente um "os homens são todos iguais."

Confesso que nunca fui grande apreciadora de clichés ou de lugares comuns, por me fazerem alguma espécie. Muitos deles estão longe de ter algum tipo de fundamento.
Enfiar tudo do mesmo género sexual dentro do mesmo saco, não me parece mesmo nada bom.
Tenho estado a pensar nisto, enquanto trato das arrumações.

Não, não somos todos iguais. Não no sentido depreciativo que é aplicado a este cliché.
Eu não sou igual a ninguém e tu também não. Quanto muito, somos parecidas. O mesmo se passa com o sexo masculino.

Somos parecidos uns com os outros por causa das vivências e experiências semelhantes que vamos tendo, mas a aprendizagem que é obtida e o que é feito com a mesma, é da responsabilidade de cada um de nós, como indivíduos.

Antes de sermos mulheres ou homens encafuados-naquele-cliché-do-somos-todos-iguais, somos seres individuais. Por isso, não, não somos todos iguais.
O facto de reagirmos de forma semelhante em determinadas circunstâncias, não faz de nós, automaticamente, iguais uns aos outros.

Creio que este lugar-comum serve tão só para encontrar uma justificação que acaba por não justificar rigorosamente nada.
Daqui, aparece outra questão que parece uma pescadinha de rabo na boca, aquela da guerra dos sexos.

As mulheres são assim, os homens são assados. As mulheres são sensíveis, os homens uns calhaus.
Quando algum dos homens ou mulheres sai fora daquilo que está encafuado no lugar-comum, é considerado/a um/a ovelha ranhosa...

Ele há coisas...!

Não seria melhor se aceitássemos as pessoas como elas são, sem ter que lhes colocar um rótulo ou dois ou três?

Lugares-comuns, clichés e senso comum fazem-me mesmo muita urticária...

Antes de sermos mulheres ou homens, somos pessoas que podem partilhar experiências, vivências, sensações em comum, mas no fundo, somos todos diferentes uns dos outros... É uma das coisas que nos torna especiais aos olhos e corações daqueles que convivem connosco.

1 comentário:

Manina disse...

Concordo contigo Sofia.
Somos todos diferentes e às vezes as pessoas falam por falar, pode ter sido o caso do teu amigo, ouço muitas coisas das pessoas e acho que o fazem por não saber o que dizer ou ter opinião própria.
Beijinho

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