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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Trabalho, procura-se e com jeitinho ainda se dá recompensa

Esta busca da trabalho, está a dar comigo a perder a sanidade mental...

Quando engravidei do Henrique, as funções que exercia, foram transferidas para o Porto, assim como toda a actividade situada onde eu estava.

Como entrei de baixa de risco, acabei por não regressar àquele sítio. Consegui, encontrar trabalho perto do final da licença de maternidade.

Tive formação e no dia em que assinei o contrato, soube que estava grávida, outra vez. E mais uma vez, a história repetia-se. Vim para casa com baixa de alto risco, logo no início da gravidez.

Decidimos que um de nós deveria ter dois trabalhos, para fazer face à despesa que aumentou exponencialmente com três filhos.

Fui aceite noutro sítio. Desta feita, ligada a uma das minhas áreas de formação. Animação infantil e teatro. A intenção inicial seria manter-me como administrativa de segunda a sexta e na parte da animação aos fins de semana.

Acontece que da parte administrativa não fui informada quanto ao meu dia de regresso ao trabalho - fiquei de férias depois de terminada a licença. E com isto, fiquei a trabalhar a tempo inteiro com as crianças.

Foram quatro meses. Trabalhei quatro meses!!

Chegado o Natal, acaba o meu contrato. Não renovaram, segundo o director artístico do sítio, por causa da crise. Mas o curioso é que mesmo com a crise, colocam pessoas nos locais de trabalho, sendo que um deles havia sido ocupado por mim. É! Chegou-lhes a crise! De valores e coisas que tais.

Desde então que todos os dias envio CVs. E as respostas ou a falta delas chega a dilacerante...

Chegada às entrevistas, quando as há, ou tenho qualificações a mais, ou filhos a mais, ou qualquer coisa a mais...

Eu quero e preciso de trabalhar, com ou sem qualificações a mais, com ou sem filhos a mais...

Estou em casa há demasiado tempo. Tanto assim é que para mim, as férias foram os quatro meses em que trabalhei...

Quero tanto, mas tanto trabalhar...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

"Estraga-los com mimos"

Muitas vezes se escuta dos mais velhos algumas coisas como "estraga-los com mimos" ou "tens que começar a dar-lhes palmadas".

Não concordo com nenhuma das frases.

Não conheço, até hoje, quem fique estragado com mimos. Já o contrário, acontece com frequência. Sou aliás, um desses exemplos. A falta de mimo, carinho e afecto tem dimensões esmagadoras no nosso percurso. Chegada a adolescência, tudo treme e muitas vezes acaba por colapsar. Cresci e fui educada sem muitos mimos daqueles que não se compram. Não me recordo sequer de escutar um simples "gosto de ti" durante a minha infância.
Talvez por isso, não queira que o mesmo aconteça com os meus filhos.

Mimo-os até mais não. Confesso que estou em crer que há alturas em que eles se pudessem, davam-me uma marretada por se fartarem dos beijinhos, abracinhos e outras coisas que tais fofinhas acabadas em "inhas".

Ainda assim se a máxima "estragar com mimos" for - efectivamente - verdadeira, eu prefiro que o estrago seja feito com ternura e afecto do que sem ela.

A mesma opinião é partilhada pelo pai deles. Provavelmente pelas mesmas razões que eu.

E as palmadas... As palmadas não ensinam nada de bom, a meu ver. Pelo contrário.

Dá-lhes legitimidade de responder da mesma forma e quem encarar isso como falta de respeito, deveria rever os canones do respeito. O primeiro passo desrespeitoso foi do pai ou da mãe, na medida em que é este que dá a palmada.

Não ensina nada. Não torna as pessoas melhoras. Não é assim que se cultiva a disciplina. E muito menos o respeito, cria-se medo. Não quero que os meus filhos tenham medo de mim, não há razões para isso.

Muitas vezes me descabelo, outras tantas me apetece mandar um grito daqueles que nos são pedidos nos ensaios de teatro para que o espectador na fila mais distante do palco oiça, mas palmadas... Não obrigada.

Do mesmo modo que os bebés e crianças precisam de nos compreender, o inverso se aplica.

Não conheço nada que seja explicável através da violência. E sim, uma palmada é violento. Se não falamos com adultos, dando-lhes as ditas palmadas, porque faremos com crianças que não conseguem ainda compreender o que lhes é dito?

Não percebo nem tão pouco é do meu interesse perceber os apologistas da palmada. Não é para mim. Definitivamente... Nem para os meus filhos.

E se por não aplicar estes dois clichés em que tanto sou criticada e algumas vezes apelidada de má mãe por isso, adivinhem lá... Gosto muito de ser esta má mãe. E os meus filhos adoram a mãe que têm, que os enche de mimos até começarem a reclamar e que em vez de palmadas lhes dá ataques de cócegas.

Vivam os afectos e que os mesmos sejam perpetuamente fomentados. Com ou sem filhos, para toda a gente.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O dia em que o Sol reina mais do que a Lua

Mais um marco na roda do ano.

Chegámos ao Verão. Solstício. Litha.

Assim chega também o calor abrasador, a altura em que não sabemos muito bem o que vestir porque parece que só nos apetece andar sem roupa alguma. E não há forma de acabar com essa sensação a não ser quando o tempo começa a arrefecer.

Não gosto do Verão, nem do calor abrasador, nem de nada que o Verão carrega consigo.

Não ponho os pés, nem outra parte corporal, numa praia durante o dia/calor/verão há anos. Uns 12, sem qualquer exagero.

Gosto muito do meu tom lula em vez de ser lagosta ou outra bichesa marinha.

Por outro lado, juntei-me com uma pessoa que adora o calor, sol, praia e de fazer a sua foto-síntese de vez enquando.

É... Eu e o Verão não somos amigos. Mas hoje, para além do Verão, celebra-se Litha e a fertilidade do que se colhe da Terra. Noite de acender fogueiras em honra do Sol, agradecendo-lhe o que só acontece hoje - o dia mais longo do ano e a noite mais curta.

Noite vermelha. Velas e flores vermelhas em honra do fogo.

Há tanto tempo que não abro o circulo para as minhas celebrações... Tanto tempo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rainha


Na hora da sesta, ele vira-se para a filha e diz:
"Vou dormir agarradinho à minha princesa."

A mãe, aproveitou a deixa e perguntou:
"Não devia ser eu a tua princesa?"

Pai responde à mãe:
"Não! Tu és a minha rainha."

terça-feira, 19 de junho de 2012

Casar-me

Desde que me conheço que a única pessoa com quem me queria casar era o meu pai. Valha-me o bom gosto.

Nem sequer me imaginava vestida de noiva ou de princesa, como acontece com muitas meninas. Não gosto de saltos altos, brilhos, penteados... Gosto é de andar de sandálias de couro, o cabelo o mais despenteado possível e com roupa em que me sinta bem e consiga respirar dentro dela. Só me visto "melhor" para ir a entrevistas de trabalho.

Casar com outra pessoa com que eu formasse um casal nunca fez parte dos meus planos. Vários motivos há.

Sou filha de pais separados, o exemplo de casamento-modelo, passou-nos ao lado. Dizia que não me queria casar para não ter que me divorciar.

Com o passar do tempo fui descobrindo mais e mais e mais e mais razões para não me casar, sempre somando à primeira.

Paga-se o casamento, mesmo que seja só fazer o registo do mesmo.

Se existir festa e convidados, encarece ainda mais. Bem mais!

Ele é vestidos, ele é fatos, ele é roupa para para a menina das alianças, ele é a própria da aliança para cada um dos noivos, ele é a comida para todos os convidados - mesmo que sejam só a família, fica um balúrdio que a minha família é grande. O próprio dinheiro é caro.

Passei por uma situação de roptura total na minha relação e isso ainda fez com que esta minha convicção se mantivesse.

Acontece que tenho visto as coisas de outra forma.

Não é porque o casamento dos meus pais falhou o meu também terá que ir pelo mesmo caminho.

Tenho tantas pessoas a engrandecer-me pelo que faço, pelo que digo, pela força, por tudo o que vão enumerando e pelo caminho dei um trambolhão tão grande que me esqueci de mim.

Fiz K.O. a mim mesma e anulei-me. Aconteceram tantas coisas tão repentinas em simultâneo. Como seria possível que eu piscasse os olhos, quanto mais lembrar-me de mim?

Com a relação terminada, lembrei-me que afinal existo. Eu, Sofia, mantenho-me aqui, mesmo depois das vicissitudes pelas que passei. É bom saber disso.

Pouco tempo depois da reconquista de mim mesma, apareceu ele. De braços e peito abertos para me ter de volta.

Veio de mansinho, porque afinal de contas, ele queria voltar, mas nada lhe dizia que era correspondido.

Aos poucos, fomo-nos reconstruindo. E estamos bem. Agora estamos.

Aparece assim, ao tempo, esta vontade estúpida e quase exacerbada de me querer casar com ele.

Para, afinal, ter um vestido em que não consiga respirar convenientemente. Para ter uma festa em minha honra, daquilo que fui semeando e agora colho. Para reunir aqueles que estiveram comigo nas alturas mais difíceis, mostrar-lhes que estou e estamos bem, agradecendo o apoio que me deram. Para viver aquele dia que nunca quis - o do casamento.

É! Quero casar-me. Ele não.

Estranhas as voltas que a vida dá.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Desafio (ao contrário)





Há dias, escrevi sobre as amizades virtuais, aqui, e hoje, recebi um desafio ao contrário. Em vez de ser eu a escrever sobre mim, como aconteceu nos anteriores, são vocês a opinarem sobre mim.
O desafio/miminho foi dado pela minha amora Tinita.

Regras:

Quem recebe o selo, basta colar este texto no blog e aguardar pelas respostas.

Para quem visita os blogs, basta deixar a sua opinião.



NO VOSSO BLOG:

- Colocar o selinho do desafio no blog e dizer quem ofereceu o selo;

- Passar o desafio a pessoas que consideres como amizade virtual;

- Copiar estas 3 questões e esperar que os vossos seguidores dêem as suas opiniões:


1) Como imaginas o/a dono/a dona do blog em termos físicos (cabelo, olhos, altura, peso, etc);

2) Como imaginas os traços principais do feitio do/a dono/a dona do blog (calmo, mandão, mal humorado, mentiroso, amigo, etc)

3) Como imaginas ser a vida real do/a dono/a dona (dona de casa, pai ou mãe, executivo, agricultor, boémio, etc).

NO BLOG DE QUEM VOS PASSOU O DESAFIO:

- Responder às perguntas num comentário.

1) Como imaginas o/a dono/a dona do blog em termos físicos (cabelo, olhos, altura, peso, etc);

2) Como imaginas os traços principais do feitio do/a dono/a dona do blog (calmo, mandão, mal humorado, mentiroso, amigo, etc)
3) Como imaginas ser a vida real do/a dono/a dona (dona de casa, pai ou mãe, executivo, agricultor, boémio, etc).

E passo a...
Ysa
Texuga
Gardfieldzita
Tzero
Caah

Vamos lá ver o que sai daqui...

sábado, 16 de junho de 2012

Segundo desafio proposto

Mais um desafio! Desta vez, proposto pela Caah.

Bamolá, outrta vez.

7 coisas sobre mim :

ღ sou sagitário com ascendente em caranguejo e lua em aquário;
ღ tenho três filhos e todos são piscianos;
ღ sei ler as cartas do tarot;
ღ gostava de escrever a letra para uma música;
ღ se fosse exequível, abria um restaurante, amo cozinhar e comer também;
ღ tenho como uma das minhas metas a atingir, editar um livro;
ღ quando crescer, quero ser jornalista de imprensa.

Desafio os blogues seguintes:  Sandra | Tinita | Ysa | Texuga | Teresa
Xi-coração a todas!

E assim, recebi mais um selinho!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pensamento do dia I

"Para criar inimigos não é necessário declarar guerra. Basta dizer o que pensa" Martin Luther King

E não é que é verdade? Tão verdade... E eu sou perita em dizer o que penso, doa a quem doer...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Verdade verdadeira II


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Futebolices

Não gosto de futebol nem um pedacinho...
Mas ainda bem que o mesmo, às vezes, faz as pessoas lembrarem-se que somos "heróis do mar, nobre povo, nação valente e imortal."
Caso Portugal ganhe algum jogo, veremos num sem fim de sítios, portugueses a encherem-se de orgulho por terem este país como pátria...
Pena é que não o façam por outras razões e/ou causas.
Muita pena, mesmo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O nosso dia encantado, na TV

Tenho recebido, através do formspring, algumas questões associadas à nossa recente ida à televisão. Como correu, como não correu, o que aconteceu e outros blablas mais do que comuns, aliados a outros clichés.

Uma vez que o vídeo está visível, publicamente, creio que me parece sensato que partilhe o mesmo por aqui. Deixa de ser necessário perguntar pelo mesmo através do formspring.

Desta forma, cá estamos nós.

O vídeo é extenso, são perto de 30 minutos.

Curioso como a história que nós trazemos connosco pode dar tanto alento a outras pessoas que passem por situações semelhantes.

E que bom que é saber que o meu gordipampas-mor, conseguiu dar alegria a tantas, mas tantas pessoas, só com um bater de palmas repetido...

Assim como é fantástico perceber que a história de vida da minha flôr pequenina emocionou as pessoas e a calma do gordipampas-pequeno enterneceu quem o viu.

Cá vos deixo um pedacinho de nós.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Diciiiioso



No sábado, saíu-me este o bolo para nosso lanche acompanhado com chá para os crescidos e leite para os pequeninos.

A cada fatia, ouvia "mãe, diiiicioso".
Os olhos também comem.

domingo, 10 de junho de 2012

10 de Junho

Moro num país apelidado de várias coisas, sendo uma delas a ponta da Europa, à beira-mar plantado.

Hoje, celebra-se, entre outras coisas, o dia em que se comemora este país de seu nome Portugal.

Estamos numa fase económica desgraçada. Temos um primeiro ministro que quase louva o desemprego e que pouco ou nada faz para o combater. Em tempos idos, deixei a sugestão, em jeito de desabafo para que ele próprio se demitisse. Afinal, o exemplo vem de cima. Podia ser que se dedicasse à agricultura, como foi a sua última sugestão.

Mas estou em crer que o problema deste país passa por mais coisas do que os politiquismos. Está nas próprias pessoas.

Faltam-nos gentes com eles no sítio e que atirem dois gritos quando é preciso.

Faltam-nos pessoas que respondam que estão bem ou que estão mal em vez dos típicos "vai-se andando" ou dos "já estive melhor".

Ora bolas, esta mania dos desgraçadinhos que está associada a este povo a que pertenço já devia ter terminado.

Faz tempo que os três Fs deviam ter deixado de imperar, mas infelizmente mantém-se tão acesos que dói. O F de futebol, toma uma dimensão estrondosa quando comparado com outra coisa qualquer.

Não é este desporto que faz um país. São todas as pessoas que a ele pertencem e nele colaboram activamente como membros da sociedade. E isto trás tantas mais coisas do que o futebol...

Há quem diga que faz falta uma nova revolução e faça votos nesse sentido. Revolução política.

Pois faz, faz tanta falta uma revolução. Mas não política. Faz falta na auto-estima, no ser-se optimista e não desgraçadinho com a certeza de que o melhor é lá fora, seja lá onde for...

O F que por aqui reina, é o da família...

Curioso é que parcas são as pessoas que se recordam que este país-onde-o-desgracidinhismo-impera foi já um supremacia e foi empreendedor como nenhum país foi, na época dos descobrimentos. Deviam ter-nos ficado lições (grandes) dessa altura, mas parece que se esfumaram no ar.

"Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar." Jorge Palma

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Isto da internet...

Muito se fala sobre os perigos da internet.

E pouco, muito pouco, alguém menciona as coisas boas.

Desde que fiquei em casa, há quase três anos, que se não fosse esta coisa da internet e da possibilidade de falar com outras pessoas que partilham algo em comum connosco, tinha dado em (mais) maluca.

Passei dias e dias e dias e noites (que grandes noites) a falar com quem nunca tinha visto.Com quem se calhar nunca hei-de ver.

Passei tempos preciosos da minha vida a acalentar, pessoas em desespero, que não precisavam de mais nada senão de alguém que lhes dissesse no final do dia algo como "vai correr tudo bem", mesmo que tendo um véu tão grande como um computador e uma distância tremenda.

E da mesma forma fui retribuída. Quantas e quantas vezes fui também acalentada, mimada, até mesmo apaparicada? Tantas, mas tantas. Eu e os meus filhos.

Esta forma de nos partilharmos, acaba por originar algo que para muitos cepticos parece ser mentira. Amizade. A verdade é que é isso mesmo que se cria.

Amizade pura e verdadeira.

Com pessoas maravilhosas com que se pode falar sobre tudo e sobre nada. Que se preocupam tanto connosco como se fossemos da família, que estão sempre "lá" e o sentimento em conjunto com a disponibilidade é igual de parte a parte.

Tenho tantas pessoas assim a quem eu quero bem e que me querem bem.

Têm sido, cada uma à sua maneira, a minha companhia nestes últimos três anos. Fazem-em surpresas inesperadas e nunca sei bem nem ao certo como lhes retribuir tamanha estima, se não dando a minha consideração e gosto de retorno.

É-me dito várias vezes, que me tomam como exemplo, como pessoa a seguir, como isto, como aquilo... A verdade é que (como sempre digo) não sou nada dessas coisas, mas se por algum motivo é possível equacionar tamanhas coisas, muito se deve a esse apoio, àquele que sempre recebi quando não havia mais ninguém por perto. Quantos e quantos instantes precisei de alguém e não havia, aqui, ninguém? Não havia presencialmente nem fisicamente, porque este véu que é o computador, facil e rapidamente vai começando a ficar mais ténue, acabando por quebrar um dia.

Claro está que também há pessoas que acabam por se aproximar só porque sim, maioritariamente, desde a última ida à televisão.

Mas ainda assim, deixem-me acreditar neste mundo que pinto de cor-de-rosa por receber tanto, mas tanto que não sei mesmo como retribuir...

O extra-ordinário é que destas minhas pessoas, muitas há que me conhecem mais e melhor do que aqueles que dizem conhecer-me desde sempre ou que estão a uma distância física ou rodoviária de 30 minutos, se tanto.

Ainda mais maravilhoso, dão-me algo que as tais que me conhecem e blablabla, amizade... Tanta amizade, sincera.

Não me canso, nem hei-de cansar de dizer a todos - cépticos incluídos - que apesar de apelidarem estas coisas de virtuais, as mesmas são muito, mas muito mais verdadeiras do que as que tomam como reais.

Não importa se falaremos para sempre, se continuaremos a ter esta magia connosco todos os dias. Importa-me o importante: estiveram comigo nos instantes em que os outros, aqueles da distância de 30 minutos não estiveram. Esses devem ter-se esquecido do caminho que há para chegar até mim. Ainda bem! Foi a forma de o manter desocupado para que outras pessoas o pudessem encontrar e escolher a possibilidade de se manterem por cá ou partirem na busca de outro.

Sinto e sei, pelo que me dizem todos os dias, que hoje, o caminho até mim ou o meu caminho está mais farto de maravilhas do que há mais de três anos.

Sinto-o todos os dias!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Verdade verdadeira I


terça-feira, 5 de junho de 2012

Eu gosto de mim e tu?





Sempre fui gorda. Mentira, quase sempre fui gorda. Já fui gorda e grávida. Duas vezes. E das duas vezes, ganhei estrias, mais celulite; a barriga chegou mesmo a descair com a gravidez dos gémeos e assim se mantém. Descaída, tal como o peito.

Diz que a lei da gravidade é muito forte.

Mas mesmo assim, eu gosto de mim.

Sinto-me confortável em mim e comigo. Aceito com calma todas as alterações que o meu corpo foi sofrendo, em vez de as rejeitar ou recriminar. Afinal, são fruto de algo tão mágico como a gravidez. Foi por ter carregado os meus filhotes em mim que fiquei assim. Dei-lhes a vida, em conjunto com o pai, e eles deram-me estes presentes. Para que sempre que eu me olhe ao espelho não chore, mas relembre cada coisa passada nas gravidezes. E nenhuma das duas foi fácil.

Ainda assim, eu gosto de mim. Porque sou muito, mas muito mais que uma barriga cheia de estrias e o corpo a caminhar para uma laranjeira com tanta celulite.

Sou tudo aquilo que tenho dentro de mim e isso engloba os meus filhos. São intrinsecamente meus e do seu pai.

Por isso, vou mimar-me todos os dias, como mimo aqueles de quem gosto. Recordar-me todos os dias que mesmo que queiramos chorar (e algumas de vós, sabem que isto por aqui não tem andado nada fácil, mas sim a roçar a bipolaridade no que toca a estabilidade), há sempre algum motivo que nos faça sorrir.

Vou arranjar-me todos os dias como se o meu dia fosse uma festa! Vou dançar, cantar, namorar...

Vou v-i-v-e-r!

É isto que nos faz falta! É isto que nos dá a própria vida! Viver! Ah, como é bom viver e abrir os braços às coisas boas, mesmo quando só parecem coisas más.

Não há nenhuma luz no fundo do túnel, como nos têm ensinado. A luz está dentro de nós cabe a nós acendê-la.

E tu, gostas de ti? Sorris para ti? Não? Então, toca a mimar-te e ver a pessoa maravilhosa que és, sempre! Se assim o eras antes de engravidar, assim, te hás-me manter depois das marcas que a gravidez deixa.

Somos fantásticas, mesmo quando nos dizem que não e quando não nos sentimos como tal.

Tudo flui melhor quando gostamos de nós.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

"As mulheres são todas iguais."



Há dias, um amigo meu, disse-me aquele cliché maravilhoso-que-serve-para-justificar-tudo-porque-dá-jeito: "as mulheres são todas iguais.". Curioso é que se for uma mulher a tecer algum comentário semelhante, sair-lhe-ia, possivelmente um "os homens são todos iguais."

Confesso que nunca fui grande apreciadora de clichés ou de lugares comuns, por me fazerem alguma espécie. Muitos deles estão longe de ter algum tipo de fundamento.
Enfiar tudo do mesmo género sexual dentro do mesmo saco, não me parece mesmo nada bom.
Tenho estado a pensar nisto, enquanto trato das arrumações.

Não, não somos todos iguais. Não no sentido depreciativo que é aplicado a este cliché.
Eu não sou igual a ninguém e tu também não. Quanto muito, somos parecidas. O mesmo se passa com o sexo masculino.

Somos parecidos uns com os outros por causa das vivências e experiências semelhantes que vamos tendo, mas a aprendizagem que é obtida e o que é feito com a mesma, é da responsabilidade de cada um de nós, como indivíduos.

Antes de sermos mulheres ou homens encafuados-naquele-cliché-do-somos-todos-iguais, somos seres individuais. Por isso, não, não somos todos iguais.
O facto de reagirmos de forma semelhante em determinadas circunstâncias, não faz de nós, automaticamente, iguais uns aos outros.

Creio que este lugar-comum serve tão só para encontrar uma justificação que acaba por não justificar rigorosamente nada.
Daqui, aparece outra questão que parece uma pescadinha de rabo na boca, aquela da guerra dos sexos.

As mulheres são assim, os homens são assados. As mulheres são sensíveis, os homens uns calhaus.
Quando algum dos homens ou mulheres sai fora daquilo que está encafuado no lugar-comum, é considerado/a um/a ovelha ranhosa...

Ele há coisas...!

Não seria melhor se aceitássemos as pessoas como elas são, sem ter que lhes colocar um rótulo ou dois ou três?

Lugares-comuns, clichés e senso comum fazem-me mesmo muita urticária...

Antes de sermos mulheres ou homens, somos pessoas que podem partilhar experiências, vivências, sensações em comum, mas no fundo, somos todos diferentes uns dos outros... É uma das coisas que nos torna especiais aos olhos e corações daqueles que convivem connosco.

domingo, 3 de junho de 2012

De pequenino é que se torce o pepino e o meu nariz também


Não estamos preparados para ver os nossos filhos a crescerem de forma desmedida. Nem para a primeira fase de afirmação do "já-sou-crescido-e-não-sou-mais-um-bebé".

Estou em crer que isso se instalou. Eu é que, como mãe a atirar para o estupidinha, de vez enquando, não quis perceber bem a coisa. Mas a verdade é que sim. Ele está crescido e daqui para a frente ninguém o pára. Nem eu...

Faz tempo que quer ser ele a lavar a cabeça durante o banho e apanhou a mania de colocar creme na cara e nos braços, terminando com um vigoroso "cheira tão bem".

De há algumas semanas para cá não come papa. Ao início julguei tratar-se duma questão de gosto e por isso comprámos de outros sabores e marcas. Depois senti que era uma mariquice ou uma comichice qualquer. Hoje e só hoje percebi que se trata da chegada da fase de afirmação. "Não-como-mais-papa-porque-não-sou-mais-bebé-blhercka!"

Tenta vestir-se e calçar-se sozinho...

Ontem, presenteou-me com uma música "Manhééééé (vulgo mãe), anda comigoziões".

Será que é uma maneira subtil dele me dizer, com a música, que já está preparado para namorar?

Isto de os ver a crescer é tão bom como assustador...

Um dia destes, juntam-se os três em jeito de conspiração e lá vêm eles com o "dá-me dinheiro para ir sair com os amigos". Quer dizer... No caso deles, basta que saiam os três juntos para ser quase uma manifestação.

Definitivamente, não estou pronta para este crescimento avassalador... Onde está o meu bebé mais crescido?

Socorro, alguém lhe diz que ele só tem 2 anos?

sábado, 2 de junho de 2012

(des)Arrumações

Ele há coisas que me mexem aqui com o sistema nervoso central...

Arrumar!!! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!

Se me aparecesse, por artes mágicas, uma fada madrinha, um dos desejos que lhe pediria era para me dar condão de ser arrumadita.

Tenho andado a pensar em formas que conseguir sê-lo mais.

Então, lembrei-me de encontrar um esquema manhoso de compensações. Qualquer coisa semelhante ao seguinte: arrumo a loiça, tenho direito a laurear a pevide sozinha. Arrumo a roupa, tenho direito a comprar uma pindériquice qualquer - ah, não, este não se aplica; não temos um tusto.

Bom, mas a ideia é essa. Seguir esta linha de raciocínio/compensações e "fazedura" das coisas.

Quando era miúda pequenina (pequenina? não me lembro de ter sido pequenina, sempre fui enorme; com 9 anos, já media 1,50 m) funcionava. Será que depois de crescida e coisital, também vai funcionar?

Avervamosnoquevaisairdaqui!

Roupa para dobrar e arrumar; loiça para lavar e arrumar; chão para varrer e lavar; quartos para limpar; roupa do hóme para guardar... E devem faltar mais milhentas coisas que nem me lembro. Fiquei logo com falta de ar e dor nas cruzes só de pensar no que vem aí...

Jasuse!!!

Alguém me diz onde é que eu estava com a cabeça quando me quis juntar...?

Ele há coisas...

E quem diz a verdade não merece castigo.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A mania de escrever

Faz tempo que tenho o blog, perto de três anos.

 Foi criado durante a gravidez do Henrique, em seguimento de muitas sugestões para tal. Nunca antes, havia criado um blog nem tão pouco fazia ideia de como funcionavam estas coisas. Mas passei tanto tempo em casa, sozinha, que alguma coisa havia de ser feita.

Não sabendo muito bem como funcionam estas coisas, decidi só fazer uma compilação com os textos que fui escrevendo, aqueles que me levam às exposições, não sendo participativa em comentários com afinco, noutros blogues. Era só uma maneira de divulgar o meu trabalho criativo na escrita e de partilhar textos de outros autores de que gosto. Acontece que com as alterações que têm existido no blogspot, descobri que tenho imensas visitas. Bem mais do que aquelas que alguma vez pensei ter. Há pessoas a lerem o que escrevo até na Rússia - tenho 10 visualizações nesse país.

Assim, como a escrita não me deixa nem eu a ela, vou passar a escrever mais coisas. Publicar mais, participar mais, tudo mais. Os textos criativos manter-se-ão, mas hão-de começar a aparecer textos com outras linhas de criatividade e outros nada espantosos.

E eu tenho (sempre) tanta coisa para dizer e para reclamar. Comecemos, então, esta nova época do murmúrio infinito. A era da (possível) expansão. Obrigada a quem tem lido o que vou escrevendo e tem comentado.

 Zembora que só hão-de trazer coisas boas, estas novas partilhas.

É que esta mania de escrever, escrever e voltar a escrever não me larga.

Dia da criança.

Não serão ou deveriam ser todos os dias, dia da criança? Com direito a brincar, sujar-se, saltar, pular, esbardalhar-se, escarafunchar-se... Tudo aquilo a que tem direito e faz dela, por si só, uma criança.

Que neste dia valorizemos as nossas crianças - até aquela que carregamos diariamente connosco - e recordemos todas as que, por algum motivo, não podem nem conseguem fazer tudo aquilo que lhes é de direito. Brincar. Que vida tão escura deve ser a da criança que não brinca.

Que hoje, mesmo que por instantes, a essas crianças, lhes seja mostrado um arco-íris.