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sexta-feira, 9 de março de 2012

Olhó desafio quentinho...

E chegou o primeiro desafio aqui ao blog dos murmúrios ;) Foi a Teresa quem o sugeriu.

"Bamolá"

As regras do desafio são:

1. escrever 11 factos aleatórios sobre nós próprios;

2. responder às perguntas que foram propostas e criar 11 novas perguntas para as próximas pessoas;

3. escolher as próximas pessoas e colocar o link;

4. ir à página delas dizer que lhes foi proposto este desafio;

5. nada de taggs de volta;

6. postar o conjunto de informações relativamente ao que o desafio consiste.

Factos aleatórios sobre minha pessoa:

1) Fui roedora das minhas unhas até aos 22 anos;

2) Estando na onda dos roedores, fui criadora de hamsters;

3) Adoro cantar. Dizem os entendidos que canto bem, cá eu acho que só canto. Nem mal nem bem.

4) Gostava de ser arrumada;

5) Sou o cumúlo do desastre e do despiste;

6) Não tenho nem quero ter carta de condução. Se calhar por causa da alínea acima;

7) Quando for grande e crescida, quero ter uma horta e tratar dela com os meus filhos;

8) Acredito no amor para sempre;

9) Ando sempre com uma flôr ao peito, na camisa;

10) Detesto dormir destapada, em qualquer estação do ano;

11) Tenho um mau-feitio tremendo e tramado

As minhas respostas às perguntas da Teresa:

1. Um desenho, um quadro, uma música, um poema ou um texto que te definam? A Tourada cantada pelo Fernando Tordo e escrita pelo Ary dos Santos

2. Signo, ascendente e lua (se isto não te disser nada tens permissão para saltar a pergunta)? Sagitário com ascendente em caranguejo e lua em aquário

3. Uma data inesquecível? O dia em que nasci - 28 de Novembro de 1984. Sem essa data, mais nenhuma seria possível.

4. Azeitonas ou tremoços? Amendoins.

5. Vinho branco ou tinto? Água.

6. Leite creme ou Arroz doce? Leite creme.

7. História ou Geografia? História das pessoas de quem gosto.

8. Português ou Matemática? Português, sempre, sempre, sempre. Já disse sempre?

9. Um autor que não consigas ler? José Saramago.

10. Um artista que não compreendas? Todos os que se encontram no movimento do cubismo.

11. O melhor blog do mundo? Boa pergunta... Peço a ajuda do público.

Tendo em atenção que não sou seguidora de muitos blogs, quando a lista começar a crescer, logo colocarei a informação sobre quem são os meus desafiados. Por isso, fico-se-me pelo meio do desafio. Por enquanto.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Reinam os cerejas há um ano


Começava a dança-balança das dores, do pára-arranca e do "vão nascer e eu não sei".

O frenesim do trabalho de parto... O parto!

Nasceu o Benjamim! Já se adivinhava alguma preguiçazita e por isso, teve que ter uma pequena ajuda para nascer. Crescido! Que crescido que ele era... "Mãe, tem aqui um rapagão." Chorou logo, para mostrar ao mundo que também tem voz.

Que bom! Um menino bom e saudável.

"Oh! Tem muito cordão, muito cordão!"

Muito cordão... Sabia lá eu o que era ter muito cordão. O que queria isso dizer...

Era chegada a vez da Violeta. Nasceu, mostrando ao mundo como primeira parte do seu corpo, o rabiosque. Não chorou. Não reagiu. Estava roxa, com a cabeça tombada. Inanimada. Sem vida. Pequenina. Tão pequenina a minha filha.

Feita a tentativa de reanimação com massagens, bomba de oxigénio, levam-na. Levaram-na. Nem sabia o que pensar. Só sabia que ela tinha "muito cordão" e que tinha nascido em "mau" estado.

A minha ignorância e estupidez fizeram-me acreditar que tudo se devia ao facto de ter nascido de rabiosque e por isso, devia ter engolido líquido amniótico.

"Se acredita em Deus, agradeça-lhe a luz que tem. A sua filha nasceu sem vida, mas está bem, neste momento."

Faz hoje um ano que a vida da minha filha foi colhida e recuperada com a ajuda que lhe era merecida. Faz hoje um ano que nasceu o meu rapagão. Enorme! Que grande que ele continua a ser. Faz hoje um ano que terminou aquela gravidez tão cheia de vida, mas tão solitária ao mesmo tempo...

Hoje, cimentam-se as certezas que sim. Que tudo valeu a pena. A solidão, a continuidade da vida, a vontade de ser mãe, uma, duas e três vezes...

Faz hoje um ano que nasceu, também, o mano-mais-velho.

Ficha tripla. Assim os nomeei a todos em conjunto. Eléctricos, cheios de vida, energia e alegria. São os meus filhos.

Os choros aumentaram, as rotinas foram mudadas, o cansaço teima em não ir embora e aparece o modo piloto-automático.

Mas também cresceram as gargalhadas. Oh gargalhadas boas as que são dadas a três e teimam em contagiar quem as ouve. Trouxeram, de mãos dadas, uma partilha imensa, entre si e para os outros.

Voltamos a viver a emoção da queda do cordão umbilical, do primeiro dente, da primeira gargalhada... Tanta coisa nos foi tirada, mas ainda mais nos foi dada. E a que nos foi dada é imensa, não tem preço algum. É demasiado valiosa para lhe ser atribuído preço. O valor, esse, é incalculável. Não há.

Há um ano que decidiram ver o mundo com os seus próprios olhos e senti-lo com as suas emoções. Deixaram de o fazer através de mim. E que felizes que eles são. Todos!

Um ano de reino cereja. Um ano de ficha tripla. Um ano a dar, partilhar e ensinar a viver nos afectos e com eles.
Um ano com a certeza de que as mães têm esta capacidade mágica de se dar e amar todos os filhos de igual forma. Cada um é especial à sua maneira.

Um ano, maternalmente, feliz, por lhes ter dado vida a todos.