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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Regressando...


"Adeus". Nunca foi capaz de lhe dizer "adeus". No fundo, ele não queria fazê-lo. Queria paz. Repeita-o vezes sem conta. "Quero estar em paz".
Ela, por sua vez, não queria ouvir o "adeus", nem o "até já" nem qualquer coisa que adivinhasse que não estariam mais juntos, mesmo sabendo que no firmamento, os dois iam ser sempre a mesma estrela. Cresceram em uníssono. Aprenderam juntos. Amaram-se e foram felizes... Por se terem um ao outro.

Ele quis seguir em frente e ficou estagnado no tempo, no seu próprio tempo. Emaranhado naquela que dizia ser a sua paz.
Aos poucos, as emoções voltavam-lhe. O que fazia ele? Como assumir tamanho erro? Afinal, a paz não estava em lado nenhum... Ele é que a havia perdido, fazia tempo.
Falou com ela. Ela escutou, retorquiu, como é seu hábito. Um dos hábitos irritantes que ele não suporta, mas que ela não consegue evitar.

Tinham tudo e tanto para ter uma história de amor, como aquelas das princesas e principes encantados...
Num vendaval, tudo parecia destruído.
Ela decidiu que ia ser feliz. Sozinha. Conseguiu-o. Descobriu que é feliz sozinha. E que vitória grande, ela me sussurrou ao ouvido.
Ele que tanto quis a paz, acabou por reencontrá-la onde tanto não quis. Nela!
Ela é-lhe mais que tudo e ele é-lhe mais que muito! As estrelas assim nos dizem quando olhamos para o céu.
Estão os dois a crescer, a caminhar no mesmo sentido... Vejo-os algumas vezes no meu peito. E sinto-os tão felizes quando estão juntos.

As saudades, essas fazem bater o coração de forma acelerada, devolvem às mãos todo o carinho que se julgava perdido. Ao peito todo o amor que nunca chegou a terminar. O "adeus" não podia ter sido dito. Nunca!
Recuperam a cada dia, um novo grão de pó mágico de perlimpimpim que se julgava ter extinguido... Passeiam, saltam, pulam, pululam e dizem-se felizes.
Num hiato, ele parou. Ficaram algum tempo na dança de um abraço, envolvidos por festas no cabelo. Chegou-se ao ouvido dela e disse "amo-te muito". Encantada, respondeu-lhe com regozijo e o peito a transbordar de felicidade: "também te amo muito".

Ele, regressando cada vez mais à paz que tanto disse querer, dá-lhe palavras do Manel Cruz, dizendo que se sente como ele, naquela música onde se escuta: "Meu desejo é morrer na paz do teu bejio. Sem futuro, é lutar por um beijo mais puro."
E ela... Ela é feliz assim, com ele.

1 comentário:

Tinita disse...

O que tem que ser tem muita força.. Neste caso é o que não tem que ser, ou-o-que-não-tinha-que-se-ter-dito-e-não-se-disse :)
Felicidades amiga :)

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