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quarta-feira, 19 de outubro de 2011


E se um dia me perguntarem se valeu a pena, eu responderei que todos os dias me mostram que sim.

Cada momento, cada dor, cada lágrima, cada "eu-não-sei-se-sou-capaz"...

Porque o meu peito se enche de luz e brilho quando falo de vocês, porque as lágrimas que por vezes espreitam não são tristes, são de regojizo...

Porque a felicidade de vos ver e ouvir a gargalhar, a partilhar não me cabe nas mãos, no peito...

Porque me trouxeram emoções, sensações, cheiros, cores e pós de perlimpimpim que a minha vida não tinha até então...

Porque me mostram a cada instante a magia que há nesta coisa a que se chama vida...

Porque vivemos os quatro, emoções únicas, que são só nossas que não são possíveis de colocar em palavras, com os reboliços de felicidade que tinham ainda dentro de mim, no quentinho... Naquele colo que hão-de procurar sempre, porque foi nesse colo que foram gerados, que vos dei o melhor prenda de sempre - a vossa vida...

E ao nascerem, ao saírem de mim, deram-me cada um, o vosso melhor presente. O serem presentes em mim, na minha vida, no meu peito e para sempre...

Obrigada aos meus filhos por me darem tanto de mágico e de pós de perlimpimpim... As palavras não me cabem na voz para dizer o quanto vos amo.

E se algum dia vos perguntarem se valeu a pena, lembrem-se que sim... Que vou dizer sempre que sim, sempre e para sempre!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Aconchegos


Por entre braços, abraços e aconchegos, tornámo-nos nós! Únicos, como assim estamos escritos no firmamento.

Por entre braços te dou o meu mundo, o que sou, o que tenho...

Por entre abraços, nos gostamos, nos ficamos a sentir, a respirar e a pairar sob nós mesmos!

Por entre aconchegos, caminha o silêncio que revela as nossas emoções.

Tens sombras a toldar-te a luz, medos a cortarem-te a vontade, tempestades nos olhos que se vão dissipando sempre que nos apertamos um contra o outro.

Queres ir, mas não sabes qual o caminho. No seguro que conheces tão bem não cais, não tropeças não tombas, mas não és feliz.
No novo, não sabes se cais, se é certo, se há luz, apenas sabes que és mais vezes feliz, mesmo com chuva a cair em cima de ti.

Teimas em guardar num cofre o que não pode estar fechado e tem que crescer...

Apaga as tuas questões e deixa que cheguem as exclamações de felicidade...

Estamos tão longe e tão perto... Tanto nos separa e tanto nos une.

Tenho a eternidade no meu peito, para ti! Mas vejo-a desfazer-se em bolas de sabão, quando não a sentes, não a tocas...

Tudo se desfaz, estando longe e tão perto...

E tudo volta a parecer que nunca teve um fim quando por entre braços, abraços e aconchegos nos tornamos num só...

Como fomos... Assim, aconchegados, abraçados... Um só!

Se eu te der a luz que precisas, a minha mão para segurares e amparar os medos das quedas e responder às tuas interrogações, dás-te-me?

Por entre braços... Abraços... Aconchegos... Nunca houve um fim...