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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Se você tivesse que cozinhar um jantar para alguém hoje à noite, o que você faria?

Ora pois... como estou a fazer o jantar para hoje à noite, o menu é panados com salada russa :)

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Você preferiria ser um zumbi ou uma múmia?

Nem um nem outro... Estar viva é (indubitavelmente) bem melhor!

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Se você tivesse seu próprio programa de entrevistas, quem seriam seus primeiros três convidados?

Contam pessoas que já não estão entre nós? Se sim, Manuel Maria Barbosa du Bocage, José Carlos Ary dos Santos e Salgueiro Maia.

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Qual é o melhor presente que você já deu?

A vida ao meu filhote! :)

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

As saudades da gravidez

Hoje, fiquei por casa, por ter passado mal a noite...

Um sentimento de revivalismo assombrou-me... Noite presenteada com vómitos, idas constantes à casa de banho...

Deitada na cama de barriga para baixo, nem pensar, porque faz doer... De um lado dói e do outro lado, curiosamente, também dói...

Mais vómitos, mais idas à casa de banho...

E o meu filho dormita feliz, de braços abertos para o Mundo e para o pai...

Só eu ando nesta correria, que ainda não percebo e ainda não terminou...

Nisto, vejo-me às 5h da manhã, sentada no canto da cama a admirar o meu filho a dormir...

Dorme, dorme, dorme, indiferente a tudo o que a gravidez me fez passar.

Dorme feliz. Encantado...

Dorme e adormece mimado pelo pai.

Nova correria para a casa de banho, mais um vómito e vim para a sala.

Aqui fiquei a ponderar se faria bem ir ou não trabalhar... Optei por não ir, pois não tinha descansado nada durante a noite, uma vez que voltei a ficar muito intíma da sanita, durante a noite que acabara de terminar.

Vou para o quarto, novamente, admiro um pouco o meu filho. Fico a adorá-lo...

E como que num flashback recordo tudo da gravidez que o gerou...

As partes boas, as menos boas, as felizes, as menos felizes, o parto, o nascimento, o que é sentir o meu filho a sair de dentro de mim, tendo sido apenas eu a ajudá-lo... Acabámos por nos ajudar. Ele fez a parte dele e eu a minha.

Ele presenteou-me com a sua vida e eu aguentei tudo a que me propus e ofereci para garantir que a prenda da vida dele seria infinitamente bem estimada, tratada, acarinhada e amada.

Aguentámos, cada um de nós à sua maneira, de forma ímpar e exemplar!

No hiato em que adoro o meu filho, antes de eu adormecer, fico feliz por nos saber tão fortes e tão especiais... Abafo qualquer voz que me apelide de má mãe, calo-a, com o que transmito quando olho para o meu filho que dormita de braços abertos para mim, para o Mundo e para vós.

Adormeço com a mão sobre a barriga, a fazer festas... Como que a sentir os movimentos quase frenéticos com que o Henrique falava comigo, já perto do dia em que ele pode ver, sentir e cheirar aqueles que escolheu para serem seus pais.

Eu... E o Tiago... Que me abraça enquanto faço festas na barriga, tentando de alguma forma sentir os movimentos que me foram dados outrora.

E sonho com gravidez... Sendo acordada do meu sonho pela forma mais sublime que os movimentos com que sonhei não me podem dar...

Fui acordada com uma gargalhada do meu filho, que apesar das lutas que travámos foi tão ou mais feliz que eu durante o tempo que nos foi dado para vivermos em exclusivo em função um do outro...

A nós, junta-se agora o pai...

E desta junção, depois das idas à casa de banho, as consultas hospitalares, as boas notícias, as notícias menos boas... Não nasceu o Henrique, nascemos e renascemos todos nós!

O Henrique... continua de braços abertos para o Mundo! E eu com a mão sobre a barriga....

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Eu quero...


...Voltar a sentir vida a crescer e a gerar-se dentro de mim...

Eu quero ter o dom de dar vida a uma pessoa que é parte de mim...

Quero que o meu ventre cresça e se molde ao crescimento do ser que crescerá dentro de mim...

Quero ter o condão de participar activamente no nascimento de um filho...

Quero que outro ser tão especial se junte ao que carreguei dentro de mim durante o tempo que nos foi dado para vivermos só os dois juntos...

Quero... Quero... Quero...

domingo, 18 de julho de 2010

O dom da partilha e de ser Feliz

"Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.

Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias...
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava,passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.

Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar:
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.

Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...

Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada."

Autor desconhecido

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Esta vida são dois dias...."


"eu não tenho nada mais p'ra te dar,
esta vida são dois dias,
e um é para acordar
das histórias de encantar" - Viagens de Pedro Abrunhosa

Se eu quiser parar no meu tempo, no meu mundo e viver para sempre nesse hiato que transformo em história de encantar?

Não posso, eu, criar uma história de encantar? Fazer daquilo que sou uma história de encantar?

Eu sou feita de pós mágicos e encantados, sou o que de melhor sei ser, sou eu... Sou pedaços de céu, mar, ar, terra, fogo e alegria...!

Eu vivo a minha própria história de encantar... Que dura há dias e dias e dias e para a qual me sinto acordada...!

E tu? Vives a tua história de encantar ou sentes-te encantado pelas histórias?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E de repente...


... Todas as declarações de amor que vejo, oiço e sinto, são canalizadas para o Henrique...

"Pode parecer que sou livre mas eu estou preso a ti
às vezes disfarço e não consigo
mas eu só penso na hora em que estás aqui!"

Nuno Guerreiro