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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Entre mim e ti


Vagueio entre mim e ti…
Dianbulo entre a noite e o dia…
Perco-me entre o sonho e a realidade…
Ando inebriada… contigo… por ti…
O que sinto… agora não cabe nas palavras… não chegam…
O sono é tanto, enquanto espero que voltes…
Voltes? Nunca vieste…
Vivemos momentos sonhados… nunca passados…
Foste o meu Vento… Vento rápido e forte…
És a minha Tempestade… chuvosa, mas sempre com luz…
És gelo… frio, mas sempre branco…
Nós fomos… somos… éramos…
Fomos poema pensado, mas nunca escrito por dedos alguns…
Somos, agora, fragmentos um do outro…
Éramos o que nunca chegámos a ser…
A saudade do não vivido bate já em mim…
Que noite foi aquela em que a Lua nos embalou?
Que luz da vela ficou marcada na parede do teu quarto?
O arco-íris desvaneceu-se na minha frente… por entre as minhas mãos… na ponta dos meus dedos…
A luz que me deste nos orgasmos, que julguei serem elos… talvez laços a unir-nos, apagou-se no instante em que a vela do teu quarto morreu…
As nossas horas nasceram e morreram nos teus lençóis e na dança inquietante da minha música…
Voltas? Ai… TU NUNCA VIESTE!!!
Há um remoinho na minha cabeça…
Foste… és… e serás o Meu Vento… Vento…
Talvez o Vento faça com que a sabedoria do tempo te toque… ou roce no teu âmago…
Vento… o que não se vê, mas quanto mais forte, mais se sente… mais marcas deixa…
Enquanto vagueio entre mim e ti, sem trilho certo a seguir, há certezas que me acompanham no caminho…
A magia do nosso momento, do nosso tempo… há-de ser sempre, sempre minha…
Só quando perceberes o quanto te quero e quão felizes foram os meus orgasmos, perceberás a magia que me invade e que é minha…
Nesse instante passarás a ser o meu Tempo… e os momentos sonhados, serão vividos…

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