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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Sejam felizes =)


Ontem, durante o dia - nesta altura em que todos pedem como desejo que o ano que vem seja melhor que o que está em vigor - enviaram-me uma imagem de banda desenhada com um pequeno diálogo entre duas personagens.

Passo a transcrever:

A - As pessoas esperam que o ano que está começando seja melhor que o anterior.
B - Aposto que o ano que está começando espera que as pessoas é que sejam melhores.
Pus-me a pensar e realmente é verdade...

Todos nós, conseguimos de alguma forma ser pessoas melhores. Há sempre arestas a serem limadas e com isso poderemos não mudar o mundo inteiro, mas mudamos o nosso mundo e o dos que nos rodeiam diariamente.

Se em vez de nos lamentarmos tanto com o que não temos, nos alegrassemos mais com o que temos, com certeza que a nossa vida poderia correr melhor.
Em vez de enfiarmos tantas vezes a cabeça na areia, como as avestruzes, a levantássemos mais vezes para ir à luta...

Se...
Se...
Se...
Se...

Tantos ses que cada um de nós tem que podem ser mudados...

Afinal, todos temos a força necessária para suportar o que nos vai sendo proposto pela própria vida. A prova disso é que muitos de nós já passaram por momentos menos felizes, de desespero e conseguimos dar a volta por cima. Levámos algumas cacetadas pelo caminho, mas isso faz parte do nosso crescimento e evolução pessoal.

Assim, os meus desejos são consigamos mesmo ser pessoas melhores amanhã e durante todos os dias doravante.

Que em vez de só pedirmos desejos para 2011, nos lembremos de agradecer o que nos foi dado e o que conseguimos conquistar no ano que está a terminar...

A todos, sem excepção, que sejam e façam alguém feliz - como sempre me pediu o meu avô.

Tenham uma noite cheia de purpurinas e quando soar a última badalada, em vez de dizerem "feliz 2011", digam "que sejamos felizes".

Um abraço apertado a todas as pessoas que me são especiais e que muito contribuem para parte da minha felicidade.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sim...


Sim...

Já mais que uma pessoa me disse que sim!

Disseram e eu chorei. Não sei se de contente por saber que sim ou por ficar triste em não puder ver o teu ar feliz quando escutasses o mesmo que eu.

"O teu filho é parecido com o teu avô paterno." "O queixo é igual ao do bisavô."

Quis tanto homenagear-te e dizer-te que tenho saudades tuas que te ofereci o nosso primeiro bebé para embalares à noite, aí no sítio onde estás. Afinal, ele tem o mesmo segundo nome que tu tinhas.

Fernando!

Gostava de puder ver-te a pegar-lhe ao colo, pela primeira vez, a veres os passos que ele já dá, a ouvires as gargalhadas dele...

Gostava que sim... Que estivesses aqui... Gostava que me tivessem deixado despedir-me de ti... E talvez as coisas fossem menos díficeis de ultrapassar.

Queria tanto, mas tanto puder partilhar os meus ais e alegrias contigo... Que soubesses que estou bem, que tenho o meu cantinho... E às vezes até consigo ser feliz.

"Que sejas e faças alguem feliz", lembras-te?

Pelo que me dizem, faço algumas pessoas felizes. Tenho cumprido o teu pedido.

Tenho saudades tuas, nossas, de sujar a ponta do nariz com gelado, por ser muito gulosa... Dentro em breve, outro narizinho se sujará com gelado e reviverei, mesmo que por breves momentos, os instantes que tivemos juntos...

Sim!

Gostava que sim! Não sei se o teu bisneto é parecido contigo, mas... Falar-lhe-ei de ti... O bisavô que não lhe vai pegar ao colo, mas que vai mimar sempre lá do sítio onde está.

E enquanto o mimas, somos os três felizes, porque o fazemos em uníssono e num segredo só nosso... Tu mima-lo, eu vejo-o a adormecer, junto do meu colo e ele flutua neste espaço mágico...

É assim que sou e faço alguém feliz, tal como me pediste.

Sim... Tenho saudades tuas!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Quando o Henrique nasceu...


Muitas pessoas me têem perguntado como foi o parto do Henrique. Desde a nossa ida à televisão, que as perguntas aumentaram.
Poucos familiares se preocuparam em saber o que aconteceu, apenas perguntavam se estávamos bem e como me sentia. Limitavam-se a dizer "isso passa"... Mas não passa!

Há coisas das quais não me recordo no meio das 21h em que estive em trabalho de parto. Outras há que estão tão vivas que me fazem tremer de pânico quando regresso ao hospital onde o meu filho nasceu...

Deixo-vos o que me lembro do parto:

"Ele tem os teus olhos"...!!!
Foi a primeira coisa que ouvi quando o Henrique nasceu.

Quarta feira, dia 17 de Fevereiro tive consulta de rotina, nada estava bem comigo, fui encaminhada para as urgências. Chegada às urgências, espero uma eternidade para me dizerem que vou ser internada. Pedi para vir até casa antes de ser internada, para vir comer alguma coisa e mimar os meus gatos. Assim fiz.

Regressei à maternidade às 22h50, o meu processo estava aberto, era apenas necessário entrar e fazer a ficha de internamento. Entretanto, a médica que me atendeu, percebe que as 40 semanas sem completam no dia seguinte (18 de Fevereiro) e decide que não vou ficar internada, vão começar a fazer a indução do parto.

Se eu não estava preparada para ficar internada, para me induzirem o parto então... Ía caíndo para o lado. Perguntaram-me assim "Tem alguma dúvida?" - "Tenho, sim. Só uma. O pai pode ficar comigo? Não quero ficar sem o pai."
Estranharam não ter perguntado nada sobre o procedimento da indução, mas não perguntei... Não valia a pena.

Fiz tudo o que me pediram e às 23h40, mais coisa menos coisa, começou a indução do parto.

Quando cheguei à sala da dilatação já tinha (ou só tinha) 2 dedos de dilatação e algumas contrações, liga soro aqui, tira sangue dali, "não pode beber liquidos nem comer nada", "não se pode mexer", "tem que ter cuidado com o ctg".
Assim fiquei um sem fim de tempo, com uma grávida ao meu lado que gemia imenso... Cheguei a comentar com o Tiago que a pessoa devia estar mesmo em sofrimento e que não sabia muito bem qual seria a minha reacção... (mal eu sabia o que me esperava...)

Às 5 da manhã intoduziram-me um comprimido via vaginal para acelerar, porque as contracções eram fortes mas nada de dilatar... Pouco tempo depois, vomitei...!
Às 14h, novo comprimido, porque a dilatação continuava na mesma e as contrações cada vez mais fortes...

Pedem ao Tiago para sair, porque me iam tirar novamente sangue... Quando a enfermeira saíu, desatei a chorar... Estava tão farta de estar ali sem que pudesse fazer nada para que o meu filho nascesse... Estava cansada, com sono, fome, muita sede, dores e não havia nada que pudesse fazer...

Então, toca de chorar até me fartar... Assim fiz... Chorei, tremi, pedi-lhe desculpas, mas já não aguentava mais estar assim...
O Tiago regressa, vê-me nos meus prantos, eu nem conseguia falar... Só dizia que não sabia o que fazer para que o Henrique nascesse...

Às 17h começo a tremer (com o nervoso) e não sei lá o que é que aconteceu que as águas rebentaram... Parecia um repuxo, sujei o chão e tudo! Isto quando é para ser, é à grande!

Uma hora depois, já não aguentava mesmo as dores... Vem uma alma caridosa que me pergunta "minha querida, quer levar a epidural?" - "Quero, sim, obrigada!"
Lá levei a dita epidural... Aliás, não levei a epidural, enfiaram-me o catéter, que saltou quando o liquido ia ser injectado. Não me doeu rigorisamente nada, doía-me sim, a enfermeira a empurrar as minhas pernas contra a minha barriga... Isso sim, doía imenso... E eu lá continuava a chorar.

Segunda tentativa para colocar o catéter e tudo indica que estava bem colocado e a epidural iria fazer efeito. "minha querida, já pode descansar. Tente dormir um pouco. daqui a 10m, 15m já não tem dores."
Acreditei piamente no que a anestesista me disse, tinha que acreditar... Disse ao Tiago que ia então acatar o conselho e descansar...

Acontece que passado os tais 10m, 15m em vez de deixar de sentir dor, começaram as contrações dolorosas... estupidamente dolorosas... indiscritivelmente dolorosas!!!
Pensei que se tivessem enganado no medicamento e em vez de me terem dado epidural tivessem dado mais alguma coisa para acelerar o processo, uma vez que estava há bastante tempo na sala de dilatação...

Com isto tudo, comecei a gritar como se não houvesse amanhã, o choro mantinha-se, mas agora acompanhado de gritos. Não quis saber se incomodei ou não alguém, se não me queriam ouvir, não quis saber de nada... Não podia comer, beber, mexer-me, nada... Então tinha que estravazar tudo aquilo como me sentia "melhor".

As enfermeiras reclamaram dos meus gritos, do que dizia (disse vezes em fim que não aguentava mais as dores) e eu reclamava por estarem a invadir o meu espaço sem serem chamadas...

Curioso que sempre que tocava à campainha não aparecia ninguém e depois de começar a gritar o que não faltava era pessoas a verem a dilatação...

Como me mexia muito e fazia muitas vezes xixis, deciciram colocar-me uma algália e uma fralda (!?!?!? - uma fralda?!)

Às 19h30 tinha só seis dedos...!!! Meu deus, seis dedos e já estava em tanto sofrimento, como seria quando chegasse aos 10?

Lá tive um momento iluminado e pedi ajuda a todas as minhas fadinhas, pedi ao Tiago para falar com as divindades em que acreditasse e pedisse para que o meu sofrimento não fosse prolongado por muito mais tempo, porque eu não estava mesmo a aguentar...
Não parava de tremer, julguei que me ia dar uma "coisa má" e que se isso acontecesse, teria que ser feita cesariana, algo que não queria de todo!!

Às 20h, começo a tremer ainda mais, as dores que eram estupidamente dolorosas eram agora indiscritíveis... E vem a tal vontade de fazer força. Segundo diz o Tiago, nesta altura, eu estava entre o pálido e o quase morto...

Estava com oito dedos de dilatação. "Tens que aguentar, não há nada que possamos fazer. Não podes fazer força" "Não posso o quê?! É incontrolável... Como é que não faço força?" "Não sei, tu é que tens que perceber" "Com certeza, então vou continuar a fazer força até ele nascer."

E assim fiz, força...! Muita força! Física, psicológica... Força!!!
Dez minutos depois tocamos novamente à campainha, para além de tremer, comecei a ver umas estrelinhas e estava com bastante dificuldade em respirar...
Pensei "desta vez levam-me para cesariana, devo estar com a tensão altíssima." Mas só pensei, não mediram a tensão. Agarrei no braço duma enfermeira (que deve ter uma negra nesta altura) e perguntei porque é que não me faziam nada... E porque é que faltava tanta parte "humana" naquele piso... Eu só queria que me ajudassem a atenuar a dor e me explicassem o que era melhor de fazer, porque sozinha, sem aulas de preparação para o parto e com um acompanhamento quase nulo não tinha muito onde me "agarrar" a não ser à vontade que o Tiago estivesse sempre comigo...
A dita enfermeira deve ter sido contagiada pelas minhas lágrimas e gritou "a grávida da cama 1 está em sofrimento, tragam a maca, vamos para a sala de partos"

Nunca fiquei tão feliz por não terem dito o meu nome para se referirem a mim... Eu era, naquele momento "a grávida da cama um"...!
Tive que passar da cama para a maca, que sofrimento...! Novamente ninguém me ajudou. "Acha que conseguimos ajudá-la com o peso que tem? É louca!!!" - "Louca sou eu em ter que contribuir todos os meses para que o seu ordenado de funcionária pública possa ser pago! Pode chamar alguém que me possa ajudar?"

Chamaram a anestesista, que me fez uma festa na cara e diz, "vai correr tudo bem, tens que acreditar que vai correr bem. Agora, pões uma perna aqui, outra ali e esperas que te levem para a sala de partos. "

Levaram-me para a sala, o Tiago também veio. Entretanto, dizem-me que a dose de epidural que me tinha sido dada não foi a correcta, foi diminuta e que não havia tempo para corrigir a situação. O parto ia acontecer "aqui e agora". Queriam que eu ficasse de lado, eu só queria ficar de barriga para cima... Ainda discutimos sobre a posição de lado ou para cima. "Eu é que sei como me sinto mais confortável. Quero estar de barriga para cima e assim vou ficar até ele nascer. Não é para vocês que a posição tem que ser favorável, é para mim. Eu é que sou a grávida!!!"

Com as reclamações, as contrações começaram a acalmar (faz-me muito bem reclamar) e as dores também.

De repente, começo a sentir a cabeça do Henrique a descer (ainda dentro de mim)... "Agarre-se às grades da cama e faça toda a força que tenha na próxima contração. Se for preciso, a meio da força, páre a respiração e volte a fazer força"
Assim fiz... Em apenas uma força, nasceu a cabeça do Henrique "NÃO FAÇA FORÇA!!!! O seu bebé tem o cordão enrolado ao pescoço."

Oh meu deus....!!! E agora? Agora, nada de chorar, nada de gritar e ter calma... Olhei para o Tiago que estava anormalmente angustiado... Ficámos assim alguns instantes "Já pode fazer força, como fez à pouco"
Assim fiz... Mais uma força e o Henrique nasceu!!!

"Ele tem os teus olhos!!!" O Tiago ficou extasiado com o filho, eu fiquei extasiada com o parar do sofrimento... Não tive capacidade de assumir que tinha acabado de ser mãe, só que já não tinha mais dores...

Levaram-no para dar banhoca, entretanto, pedem-me para fazer mais força para sair a placenta e teríamos sido todos felizes se tivessemos ficado por aqui.

Não me fizeram episiotomia, rasguei e ao que consta rasguei toda até ao períneo.
Enfiaram-me não sei quantas compressas para dentro do útero e fiquei uma hora a ser cosida, depois do Henrique nascer... O problema foi tirar as compressas que estavam dentro de mim...

Quando saí da sala de partos, perguntaram-me como me sentia "NÃO QUERO TER MAIS FILHOS!!!" Dizia isto repetidas vezes... Não sinto que tenha sido tratada da melhor forma, fiquei tanto tempo em indução que fui "apresentada" a quatro equipas de enfermagem diferentes...

Pedi para comer e beber água, estava mesmo estafada... Lá comi.

Entretanto, para que pudesse ser passada para o piso das mamãs e bebés tinham que ver os pontos. Quando me falaram em ver, nunca pensei que seria o que foi...!

Decidiram-me fazer-me um novo toque cerca de duas horas depois de ter sido cosida...

Doeu-me mais que o Henrique a nascer e que qualquer contração que tive...

Assim foi ou ficam resumidas 21h de trabalho de parto...

Li um artigo que dizia que a dor do parto trás para a mãe vários benifícios, sendo um deles a responsabilidade de tratar de um recém-nascido.

A mim, a dor do parto, tirou-me toda e qualquer magia, quando ao olhar para o meu filho a primeira vez não consegui perceber que ele tinha nascido, que estava tudo bem com ele... que tinha os olhos da mãe ou do pai... que afinal, tinha acabado de ser mãe...
A mim, a dor do parto, só fez com que não perceba porque é tão necessário que assim seja, tanto tempo e tanto sofrimento quando é possível contornar a situação...
A mim, a dor de parto, não "deixou" que conseguisse dizer "olá filho. está aqui a mãe e o pai", como queria ter feito...
A mim, a dor do parto, faz-me chorar por saber que não consegui usufruir dos primeiros instantes do meu filho...
A mim, a dor do parto, não me fez sentir corajosa nem forte... fez-me sentir pequenina... Onde ficou o "olá, filho"? foi engolido pela dor...
A mim, a dor do parto, faz com que não queira ter mais filhos...
A mim, a dor do parto, faz que continue a pedir desculpas ao meu filho por não ter conseguido dizer-lhe logo o quão lindo é... E que chore cada vez que ele chora... E queira estar sempre perto dele, para que sinta que ainda estamos "juntos".
A mim, a dor do parto, fez com que sentisse que o vínculo emocional que tinha com o Henrique enquanto grávida tivesse sido abalado e abafado...
A mim, não digam que a dor trás qualquer benifício, porque me retirou ou abafou aquilo que deveria ser um momento mágico e transformou num momento de alívio sem que existisse espaço para magia nenhuma!!

Para finalizar, não concordo com o povo quando diz "depois deles nascerem, compensa tudo"... Nada compensa e nunca compensará a falha que sinto para com o Henrique por não ter dito o nosso "olá, filho. está aqui o pai e a mãe!"
Chorei quando o Tiago voltou para perto de nós, disse-lhe como me sentia... "O parto não foi nada feliz... Não me sinto bem."
"Não foi feliz? Claro que foi feliz. Temos o nosso filho, foi mais que feliz."
É assim que quero acreditar... Que foi feliz porque temos o nosso filho, abafando então tudo o que a dor do parto "levou".

Foi feliz porque temos o nosso filho...

Foi feliz!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Arlequim e a borboleta



Era uma vez... Duas vezes! Duas vidas!

Andava um arlequim a brincar, a tocar flauta, a abanar a cabeça para que o chapéu fizesse o barulho dos guizos.

Certo dia, cruzou-se com uma borboleta. Ambos prometeram ficar juntos até que o sempre fizesse parte das suas vidas.

Eram e são inseparáveis.

Resolveram que iriam procurar uma casa, um abrigo, um lar... Um aconchego para viver.

Decidiram que durante o tempo necessário viveriam ambos no mesmo palco, à espera que ecoassem as pancadas de Moliére para dar início à peça de teatro mais importante das suas vidas...

O início das suas próprias vidas.

Não sei se demoraram muito tempo para escolher o palco que lhes pareceu ser o certo, mas chegaram a um concenso e vivem nesse palco há 18 semanas.

Nos ensaios tem havido ondulações, pontapés... Possivelmente, o arlequim continua a saltar e a mover-se de modo a que os guizos se escutem e a borboleta faz as ondulações enquanto esvoaça e admira o trabalho do amigo e irmão arlequim.

Ambos sabem que têem à sua espera uma plateia pronta para os aplaudir de pé, recebê-los, acarinhá-los e partilhar o que é sentirmo-nos felizes, mesmo que tropecemos... A plateia não os irá ajudar a levantar, irá sim, ajudar a perceber como se levantar das quedas.

Há outro elemento importante... O que baterá as pancadas de Moliére... Afinal, também ele já foi um arlequim.

O arlequim mais velho é o Henrique, o mais novo o Benjamim e a borboleta é a Violeta!

Tenho no meu palco, no meu ventre, vida... Muita vida! Um pedacinho do que foi a vida do Henrique comigo, a vida do Benjamim e a da Violeta.

Os meus gémeos são um casal!

Obrigada a todas que sempre estiveram e hão-de estar connosco... São-me e são-nos mais que muito!!

Um abracinho muito sentido para vocês, minhas pessoas!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

50!!!


Chegámos aos 50 seguidores :)

Obrigada a quem gosta de ler o que escrevo, mas principalmente a quem tem paciência para me aturar.

Obrigada a todos!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Gosto de ti...!

Gosto, gosto, gosto!!!


"Tudo é incerto neste mundo hediondo, excepto o amor de mãe.” James Joyce

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Eu...


Preciso de dormir e descansar pousada num nenúfar... Ser embalada pelo vento, aquecida pelo cheiro da relva e ser acordada pelas gotas de orvalho acompanhadas de cheiro a terra molhada...

Preciso de dormir até me doer na alma!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mamandi


Obrigada pelo miminho!!!

"Quero ser teu amigo, nem demais e nem de menos...
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.

Mas amar-te como próximo, sem medida...
E ficar sempre em tua vida
Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade,
Sem jamais te sufocar,
Sem forçar tua vontade.

Sem falar quando for a hora de calar
E sem calar quando for a hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais...

Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo,
Mas confesso:
É tão difícil aprender...

Por isso, eu te peço paciência.
Vou encher este teu rosto
De alegrias, lembranças...
Dê-me tempo
De acertar nossas distâncias!"

Fernando Pessoa

"Be true to yourself"

"Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."

Fernando Pessoa

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Era uma vez...


Um menino muito tímido conheceu a menina mais extrovertida daquele sítio!

A menina, andava a dar beijinhos a outro menino, quando se conheceram.

Mas o menino tímido, tinha fascinado a menina...

Esta optou por parar os beijinhos com a outra pessoa e decidiu dizer ao tímido encantador que estava apaixonada por ele e queria dar-lhe muitos beijinhos... Muitos e todos aqueles que existissem guardados.

O menino, como tímido, assustou-se e fugiu por um dia. A menina, ficou triste, chateada com ela própria e não percebia o que tinha acontecido para aquela reacção...

Um dia depois, o casal de meninos, foi passear, para perto das árvores, de mãos dadas, abraços dados, olhos nos olhos, com a Lua a abençoar aquelas almas... A menina continuava chateada e o menino estava incomodado com o que via.

Aquela que estava sempre a rir e a por os outros bem dispostos, naquele passeio, não queria rir, só queria chorar. Nem sorrir conseguia.

Ela, sentia que havia sido rápida demais, talvez.

Ele perguntava, a medo, o que se passava e pedia-lhe para não ficar triste.

Decidiram sentar-se na relva. Faltava pouco para voltarem ao mundo dos crescidos e acabar o passeio banhado pela Lua.

E nisto... O menino beija a menina pela primeira vez.

Ela ficou com falta de ar, ele jubilou!

Tinham deixado de ser o menino tímido e a menina extrovertida para serem namorados!

Prometeram ficar juntos sem definir tempo algum...

Hoje, existe um mundo encantado que os namorados foram criando e construindo. Passaram a ser pai e mãe... Amanhã. voltarão a ser pai e mãe...

Por vezes, voltam a ser o menino tímido e a menina extrovertida... Mas agora, em uníssono!

Há quatro anos que a menina chama a esse mundo de "infinitamente nós"...

Há quatro anos, que todos os dias os namorados dizem "amo-te muito."

"Em silêncio trocámos segredos e abraços. Inscrevemos no espaço um novo alfabeto"

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

36 seguidores?! Já?!

E eu a pensar que o meu blog não ia ser nada mais que um sítio onde colocasse as minhas coisices, tontices, paneleirices e outras coisas que tais acabadas em "ices"...

Afinal, há 36 pessoas que lêem o que escrevo!

Obrigada aos 36 que me acompanham e que venham lá mais!

Para quando os 50?

Um xi-coração a cada um de vós!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Chuva (de estrelas)


Há incertezas que nos vão consumindo lentamente... E que nos levam ao choro, ao soluçar, ao (quase) desesperar...

No dia em que foi anunciada a chuva de Estrelas, foi-nos também dito que uma estrela que veio ter connosco, pode também cair...

Lá fora chovem estrelas, luz e fogo e cá dentro chovem questões, porquês e comos...

Vamos ficar assim, todos, a olhar e a admirar as estrelas que caem pedindo em uníssono que a nossa Estrela, aquela que veio do Mar não caia, não seja engolida e que quando nascer irradie a mesma luz que hoje vemos no céu...

E até lá, vamos ficando nesta dança mágica com esperança que tudo seja iluminado e protegido...

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Parabéns Sofia , fiquei muito contente quando soube.Apesar de não falarmos muito do forúm de mae para mae, e de eu não ser compreendida enfim... Parabéns Linda tu mereces !! É Deus a abençoar a tua familia por isso força e aproveita que ele vai estar sem

Obrigada.... Podes só dizer-me quem és? A tua mensagem, parece que foi cortada...

Um xi-coração!

Ask me anything

Que pensas de mim???? Ass: Calinha

Isto é alguma pergunta com rasteira? :P

Minha Calinha, tu és uma valente lufada de ar fresco! És um exemplo, és adorável... és afável, és preocupada com aqueles de que gostas, és (muito) amiga dos teus amigos...

És alguém de muito boa índole!

E é por isso que te gosto tanto!!!

Ask me anything

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Se você tivesse que cozinhar um jantar para alguém hoje à noite, o que você faria?

Ora pois... como estou a fazer o jantar para hoje à noite, o menu é panados com salada russa :)

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Você preferiria ser um zumbi ou uma múmia?

Nem um nem outro... Estar viva é (indubitavelmente) bem melhor!

Ask me anything

Se você tivesse seu próprio programa de entrevistas, quem seriam seus primeiros três convidados?

Contam pessoas que já não estão entre nós? Se sim, Manuel Maria Barbosa du Bocage, José Carlos Ary dos Santos e Salgueiro Maia.

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Qual é o melhor presente que você já deu?

A vida ao meu filhote! :)

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segunda-feira, 26 de julho de 2010

As saudades da gravidez

Hoje, fiquei por casa, por ter passado mal a noite...

Um sentimento de revivalismo assombrou-me... Noite presenteada com vómitos, idas constantes à casa de banho...

Deitada na cama de barriga para baixo, nem pensar, porque faz doer... De um lado dói e do outro lado, curiosamente, também dói...

Mais vómitos, mais idas à casa de banho...

E o meu filho dormita feliz, de braços abertos para o Mundo e para o pai...

Só eu ando nesta correria, que ainda não percebo e ainda não terminou...

Nisto, vejo-me às 5h da manhã, sentada no canto da cama a admirar o meu filho a dormir...

Dorme, dorme, dorme, indiferente a tudo o que a gravidez me fez passar.

Dorme feliz. Encantado...

Dorme e adormece mimado pelo pai.

Nova correria para a casa de banho, mais um vómito e vim para a sala.

Aqui fiquei a ponderar se faria bem ir ou não trabalhar... Optei por não ir, pois não tinha descansado nada durante a noite, uma vez que voltei a ficar muito intíma da sanita, durante a noite que acabara de terminar.

Vou para o quarto, novamente, admiro um pouco o meu filho. Fico a adorá-lo...

E como que num flashback recordo tudo da gravidez que o gerou...

As partes boas, as menos boas, as felizes, as menos felizes, o parto, o nascimento, o que é sentir o meu filho a sair de dentro de mim, tendo sido apenas eu a ajudá-lo... Acabámos por nos ajudar. Ele fez a parte dele e eu a minha.

Ele presenteou-me com a sua vida e eu aguentei tudo a que me propus e ofereci para garantir que a prenda da vida dele seria infinitamente bem estimada, tratada, acarinhada e amada.

Aguentámos, cada um de nós à sua maneira, de forma ímpar e exemplar!

No hiato em que adoro o meu filho, antes de eu adormecer, fico feliz por nos saber tão fortes e tão especiais... Abafo qualquer voz que me apelide de má mãe, calo-a, com o que transmito quando olho para o meu filho que dormita de braços abertos para mim, para o Mundo e para vós.

Adormeço com a mão sobre a barriga, a fazer festas... Como que a sentir os movimentos quase frenéticos com que o Henrique falava comigo, já perto do dia em que ele pode ver, sentir e cheirar aqueles que escolheu para serem seus pais.

Eu... E o Tiago... Que me abraça enquanto faço festas na barriga, tentando de alguma forma sentir os movimentos que me foram dados outrora.

E sonho com gravidez... Sendo acordada do meu sonho pela forma mais sublime que os movimentos com que sonhei não me podem dar...

Fui acordada com uma gargalhada do meu filho, que apesar das lutas que travámos foi tão ou mais feliz que eu durante o tempo que nos foi dado para vivermos em exclusivo em função um do outro...

A nós, junta-se agora o pai...

E desta junção, depois das idas à casa de banho, as consultas hospitalares, as boas notícias, as notícias menos boas... Não nasceu o Henrique, nascemos e renascemos todos nós!

O Henrique... continua de braços abertos para o Mundo! E eu com a mão sobre a barriga....

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Eu quero...


...Voltar a sentir vida a crescer e a gerar-se dentro de mim...

Eu quero ter o dom de dar vida a uma pessoa que é parte de mim...

Quero que o meu ventre cresça e se molde ao crescimento do ser que crescerá dentro de mim...

Quero ter o condão de participar activamente no nascimento de um filho...

Quero que outro ser tão especial se junte ao que carreguei dentro de mim durante o tempo que nos foi dado para vivermos só os dois juntos...

Quero... Quero... Quero...

domingo, 18 de julho de 2010

O dom da partilha e de ser Feliz

"Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.

Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias...
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava,passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.

Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar:
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.

Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...

Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada."

Autor desconhecido

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Esta vida são dois dias...."


"eu não tenho nada mais p'ra te dar,
esta vida são dois dias,
e um é para acordar
das histórias de encantar" - Viagens de Pedro Abrunhosa

Se eu quiser parar no meu tempo, no meu mundo e viver para sempre nesse hiato que transformo em história de encantar?

Não posso, eu, criar uma história de encantar? Fazer daquilo que sou uma história de encantar?

Eu sou feita de pós mágicos e encantados, sou o que de melhor sei ser, sou eu... Sou pedaços de céu, mar, ar, terra, fogo e alegria...!

Eu vivo a minha própria história de encantar... Que dura há dias e dias e dias e para a qual me sinto acordada...!

E tu? Vives a tua história de encantar ou sentes-te encantado pelas histórias?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

E de repente...


... Todas as declarações de amor que vejo, oiço e sinto, são canalizadas para o Henrique...

"Pode parecer que sou livre mas eu estou preso a ti
às vezes disfarço e não consigo
mas eu só penso na hora em que estás aqui!"

Nuno Guerreiro

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O meu verdadeiro Mundo és tu!


Parecia que, hoje, tinha voltado ao primeiro dia de escola... um dia de escola com alguma sabedoria na mochila e as mãos cheias de saudades...

Dormi pouco... 3 horas chegaram para matar o misto de alegria, ansiedade, nervoso e tristeza.

Chorei! Chorei copiosamente e solucei ao perceber que afinal o tal dia de escola não me faria tanta falta quanto o meu princípe encantado faz...

Mas ainda assim, fui! Alegre, florida, bem disposta, com um sorriso rasgado para todos e os abraços sempre prontos a embalar-te nos nossos silêncios que pressentia, mesmo longe.

Fui, queria falar do mundo, das cores, da vida, das flores... E... Acabei por falar de ti, só de ti, sobre ti e para ti. Dizia-te baixinho que estava quase a chegar para te abraçar, outra vez.

Saí sem dizer "até logo", por julgar que não valia a pena incomodar o teu sono e o teu descanso encantado com uma despedida. Mesmo que por pouco tempo, seria a nossa primeira grande despedida...

Não o fiz. Poupei-te de acordares e estranhares a minha ausência e poupei-me de andar o dia todo com os braços prontos para te ter no colo, com o peito sempre pronto para te aconchegar.

Quis tanto voltar para o mundo dos crescidos, aqueles que falam de parvoíces, do tempo, dos dias que lhes passam entre os dedos! Quis tanto sair de casa, para apanhar com vento no cabelo! Quis tanto, tanto, tanto, tanto...

E fui para o meu regresso à escola...

Tudo o que quis, toda a aprendizagem que carreguei, hoje, na minha mochila, me mostraram que os dias que passam pelos dedos dos outros não me trazem nada de novo, o tempo será o que assim for, sol, chuva, frio, calor, posso esperar por amanhã para saber... As parvoíces não me fazem falta...

Porque afinal, importas-me tu, o teu mundo, o nosso mundo...!

Neste que parecia o primeiro dia de escola, aprendi que não te vou dizer "até logo" de manhã...

Vou sim, dar-te um beijo maior a cada dia que passa, a cada manhã que acordo e lembrar-te todos os dias o quanto te gosto, o quão importante me és... Mesmo que para isso, seja preciso deixar, às vezes os crescidos à minha espera...

Os crescidos têem tempo para mim... E eu, tenho menos tempo para ti.

Eles que esperem!

E dir-te-ei, sempre, mesmo que os outros não escutem que tu és o meu verdadeiro mundo! Agora, está na altura de te dizer hoje, as nossas coisas bonitas, de te ver a sorrir... Até a refilar...

És-me mais que tudo, meu príncipe encantado!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Há amores assim

"Que nunca têem início, muito menos têem fim"

E eu...

Tenho tantos amores!!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Porque há dias assim...


A gravidez terminou há pouco mais de quatro meses, no dia em que o meu budinha nasceu...

Hoje, por algum motivo que não consigo justificar deu-me para ir ler o que me haviam escrito (pessoas que me são queridas) quando souberam que eu ia ser internada...

Inevitavelmente, as lágrimas de emoção vieram espreitar em conjunto com um sorriso rasgado.

Lágrimas felizes!

Deixo-vos algumas das palavras que me foram ditas...

"Sofia, conheci-te há umas semanas, há uns meses... e a empatia foi instantânea. Para mim conheço-te desde sempre, e mesmo sem te ver pressinto a ternura do teu olhar, o carinho e bondade em todos os teus gestos e em tudo aquilo que fazes e és. Ajudaste-me em tudo na minha gravidez, nos momentos bons e maus, nos problemas, nas alegrias... Senti-te vibrar com o nascimento de uma bebé que devido à distância ainda não conheceste, mas a quem sinto quereres bem como queres a um elemento da família!!! Todos os dias tens uma palavra amiga, um conforto, um carinho, um consolo... tenho orgulho em ter uma Amiga assim, uma amiga que dá, dá e volta a dar mesmo quando está cansada e sem forças, ou até mais triste que eu.
A tua bondade não tem limites. Emocionaste-me quando me pediste que dividisse coisas que tenho para o Henrique com quem mais precisa!!! Por muito que passes por uma fase menos boa nunca te esqueces dos outros que para ti são SEMPRE merecedores da tua bondade...
Depois és a amiga das gargalhadas, da risota, das parvoíces, da minircas e da florêe, do peixe e do zé dos anzóis, a amiga que me passa receitas por msn e me ajuda com os cozinhados congelados!!! És a amiga que me dá um "teuneuneun" de cada vez que entra no msn, que aparece sempre sorridente e que ilumina os meus dias!!!
Não tenho palavras que descrevam o que sinto por ti e o quanto acho que mereces tudo de bom. E o momento mais maravilhoso da tua vida está aí a chegar, ainda nessa barriguinha e de nome "Henrique". Nós por cá ficamos a torcer para que tudo corra bem.
Beijo do tamanho do mundo (...)"

E com isto... Já tanto aprendi, partilhei, escutei e reclamei...

Obrigada por tudo a todas quantas me acompanham!

Um xi-coração!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Está quase...!


Depois de quase um ano a partilhar emoções atrás de emoções, sempre contigo, está quase a chegar a hora de cortar verdadeiramente o cordão umbilical.

Não sei se será mais difícil para ti que para mim...

Quase um ano em casa, contigo... Todos os dias, todas as horas, todo o tempo do nosso mundo foi vivido em uníssono por nós.

Escutaste sempre os meus gritos, que muitas vezes teimei em calar... Tens sempre magia nas mãos e nos sorrisos...

Estás quase ver o Mundo de outra forma, da tua forma e não da forma que to mostro...

Estás a crescer!

Estás a aprender a ser uma pessoa feliz. És feliz!

Está quase a chegar a hora de eu ir dizer "olá", às outras pessoas. De sair de casa depois de te dar um beijo de "até logo". De não te ter comigo a cada instante, mas pensar sempre em ti e assim, embalar-te com os nossos perlimpimpins...

Está a chegar a hora da mãe falar sobre o quão felizes fomos e somos!

A hora não tarda para que a mãe, deixe rolar uma gota pela face por saber que por instantes ficaremos separados...

Henrique, está a chegar a hora de crescermos e de continuarmos a ser assim, iguais aos que somos...

Felizes!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Um dia cheio de perlimpimpins


Hoje é o primeiro de todos os dias mundiais da criança do meu filho...

É, certamente, o primeiro dos vossos filhos.

Que o dia de hoje seja repleto de pós mágicos de perlimpimim... Que sussurremos baixinho, ao adormecer os nossos filhos as palavras de amor que os acalmam e protegem...

Hoje é o dia em que recordo os meus dias mundiais da criança. Apenas os felizes, em que até confetis havia. Confetis de alegria, serpentinas de cor e de esperança, risos de felicidade, gargalhadas com os ataques de cócegas... Gelado na ponta do nariz por ser demasiado gulosa...
Recordo de querer ser criança para sempre para puder ter confetis e miminhos durante todo o dia.

Agora, depois de adulta, sinto falta dos miminhos que recebi nos dias mundiais da criança, nos dias felizes.

E lembro-me de com o nariz bezuntado de gelado perguntar ao meu avô se quando eu tivesse um bebé ele também podia ter confetis, serpentinas e a ponta do nariz com gelado. O meu avô prometeu-me que sim, que estaríamos juntos no primeiro dia mundial da criança do meu bebé para lhe dar os confetis, as serpentinas, deixar que o nariz ficasse com gelado e ensinar-lhe sempre, a cada dia a ser uma pessoa feliz.

Ouvi muitas vezes o meu avô a dizer-me "Eu quero que sejas feliz e que faças outra pessoa feliz."

Hoje... É o primeiro dia mundial da criança do meu filho... Lá do alto, onde está o meu avô, está de certeza com confetis numa mão e serpentinas na outra a atirar ambas ao ar para celebrar comigo e com o meu bebé o primeiro de todos os dias mundiais das crianças...

E eu... aqui em baixo, enquanto embalo o meu filho conto-lhe histórias e ensino-o a ser feliz com cada beijo e mimo que lhe dou...

Adormecendo-o dizendo-lhe que sou feliz e que faço uma pessoa feliz, tal como o meu avô me havia pedido...

Um feliz dia das crianças, carregado de pós de perlimpimpim que vos façam viajar no tempo e recordar o quão bom era ser criança...

Sejam felizes e façam outra pessoa feliz.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sonhe com Estrelas

Sonhe com estrelas, apenas sonhe,
elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento,
ele precisa correr por toda parte,
ele tem pressa de chegar, sabe-se lá aonde.
As lágrimas?
Não as seque,
elas precisam correr na minha,
na sua, em todas as faces.

O sorriso!
Esse, você deve segurar,
não o deixe ir embora, agarre-o!
Persiga um sonho,
mas, não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor,
cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas, não enlouqueça por elas.

Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Alague seu coração de esperanças,
mas, não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.

Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Circunda-se de rosas, ama, bebe e cala.
O mais é nada.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"uma estrela ao nascer...."



Uma estrela ao nascer
É expansão em luz e brilho e ser
Uma flor ao florir, é como o sol no teu olhar

Uma chama imensa, um fogo eterno
Incandescência em turbilhão

Sou eu quem canta, eu quem dança
É o corrupio do coração

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O meu príncipe encantado


Eu descobri que afinal os príncipes encantados existem...

Descobri depois de julgar que havia encontrado o meu... Foi num dia de muita chuva, muita dor, muito choro, muito grito...

Foi num dia em que o arco-íris que carreguei sempre junto de mim, dentro de mim, durante todos os dias que nos foram dados só a mim e ao meu príncipe...

Durante esses dias, rimos, chorámos, gargalhámos, soluçámos, partilhámos tudo... Vivemos um em função do outro!

Estivemos sempre acompanhados do nosso rei que sempre que estava connosco, vivia a nossa partilha mais intensamente que nós!

E chegou o dia do meu príncipe nascer, para conhecer o mundo de que tanto lhe falei... Para cheirar os cheiros que lhe mostrei enquanto estavamos juntos... Para sorrir, como lhe havia dito que as pessoas boas fazem... Para ver tudo com os seus olhinhos grandes!

Chegou do dia do meu príncipe nascer, para que nós podessemos ser a família feliz que somos!

Nasceu o meu filho há onze semanas! Há onze semanas que em conjunto com o nascimento do Henrique nasceram um pai, uma mãe e uma família feliz e ainda mais unida!

Somos uma família com rotinas novas, projectos novos, vidas novas, prioridades novas, preocupações novas... com cheiros, cores e sabores novos!

Amo o meu rei e o meu príncipe mais que a tudo o que de bom sou...

Há onze semanas, que vejo, todos os dias o arco-íris nos olhos do meu filho e no sorriso do seu pai!

terça-feira, 27 de abril de 2010

A gravidez e o estado de graça

Confesso que nunca tinha percebido o que realmente queria dizer "estado de graça " na gravidez! Pelo menos na minha... Foi tão complicada, conturbada, atribulada e tantas coisas mais acabadas em "ada" que só descobri o significado de tal expressão uma semana antes de nascer o meu filho....

- Fazemos 39 semanas, hoje...

Fui passear...! Eu e o Henrique fomos passear...

Andar, ver montras, andar de autocarro, cheirar flores, beber chá sentados na relva, ver vidas!

E fomos presentados com a percepçao do estado de graça da gravidez.

É graças ao Henrique que tenho conseguido enfrentar privações e provações atrás umas das outras...

É graças ao pai do Henrique que tenho a minha família feliz e que a vou construindo a cada dia.

É graças à união que temos os três que nos sentimos felizes, embora por vezes atormentados por algumas nuvens mais negras, somos felizes à nossa maneira.

É graças à gravidez que quando passeio "sozinha" me vejo a rir na rua por sentir que o Henrique se mexe mais... Por sentir que a minha pessoa "gira" em torno dele desde o momento em que soube que o estava a gerar dentro de mim...

É graças a este gerar do meu filho que à noite, eu e o pai somos presenteados com os movimentos mais mirabolantes do nosso filho...!

É graças à gravidez que tenho que pedir licença a uma perna para que a outra se mexa... E apesar disso consigo rir-me com as figurinhas que vou fazendo...

É graças à gravidez que vão nascer três seres novos, fortes e muito unidos na minha vida... Eu enquanto mãe, o Tiago enquanto pai e o Henrique enquanto filho...!

Graças a tudo isto...

SOU MÃE...!!!

"Sou eu quem canta, sou eu quem dança, é o corropio do coração!" -

terça-feira, 6 de abril de 2010

A ti, minha Sandra! Minha fada lutadora!


Meu amor! Que felicidade tanta ao saber que um anjo te presenteou com a vida a crescer dentro de ti...

Todas as lágrimas outrora, ficam iluminadas neste momento, as dores sofridas estão a ser consumidas pelos sentimentos coloridos que não vos cabem nas palavras...

A tua avó, que está junto de todas as nossas fadas, irá certamente olhar pelo ser iluminado e que te ilumina, agora!

Minha Sandra... A Primavera deu-te (deu-vos) a vossa flôr... Que devem mimar, cuidar, tratar, proteger e ser infinitamente felizes com a vossa flôr.

Minha Sandra... Que todos os pós mágicos de perlimpimpim estejam a fervilhar dentro de ti...

Um beijo do tamanho do quanto te gosto e de tamanha felicidade que tenho em ti!!!

Gosto-te tanto, tanto! Muito!!!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ser mãe tem destas coisas....

"When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse."

Ser mãe... Tem destas coisas! Tem, sim!

When you feel so tired but you can't sleep

quinta-feira, 18 de março de 2010

Que pensavas que ia dizer na pergunta anterior? Hahahaha, vim javardar isto tudo!

Partindo do princípio que as perguntas foram feitas de forma anónima, não tenho como dizer o que esperava que me perguntasses.

Isto, porque... Não sei quem és nem o que sabes sobre mim, para te puder dizer o que pensava que me pudesses perguntar.

Ask me anything

Qual achas que é a melhor posição.....................................................................................................para mudar uma lâmpada?

Eu gostava de dar uma resposta "boa"...

Mas a verdade é que até à data ainda não mudei nenhuma lâmpada. Portanto... não sei de todo qual a melhor posição.

Contudo, parece-me sensato agarrar com a lâmpada numa mão e com o candeeiro na outra. Quanto às restantes partes do corpo, cabe a cada um ver qual a melhor forma de estar confortável...

Ask me anything

segunda-feira, 15 de março de 2010

Infinitamente nós


A quem me faz sentir feliz...

A ti... Meu namirado!

Em Julho, surge-nos uma surpresa... E um segredo!

Surpresa - estou grávida!
Segredo - é menino ou menina?

A surpresa não foi recebida da melhor forma por ambas as partes e aos poucos foi-se transformando no nosso bebé, no nosso mexilão...

Do nosso bebé passou para o nosso filho Henrique...

Mês após mês, semana após semana, eram-nos dadas provações... Provações essas que nos vieram fortalecer.

Ganhámo-las todas! Superámos todas as dificuldades não de mãos dadas, mas de abraço dado, quase que acoplados um no outro.

Somos vencedores e fizemos do nosso filho um lutador, mais forte que nós.

Ele suportou os choros da mãe, sempre pronto a dar um pontapé, como se dissesse o mesmo que sempre me fizeste escutar...

"Vai correr tudo bem! O filhotinho é forte!"

E é forte! Tão forte!

Lembras-te do sorriso que fizeste quando ouvimos "Já sabem o que é? É um rapaz!"?

Esse sorriso ainda hoje se mantem a acompanhar-te, apenas ficou escondido no nosso longo e árduo trabalho de parto...

"Ele tem os teus olhos!"

Cumpriu-se assim um dos meus desejos (físicos) para o nosso filho, ter os olhos tão grandes e expressivos quanto os meus.

Que ele tenha a tua calma e o teu discernimento...!

"Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte e em que o sono parecia disposto a não vir" Nasceu o nosso filho, que é a junção de tudo quanto de bom somos.

É a junção de muitas conquistas...

De muitos "amo-te" largados nos nossos ouvidos... De todos os beijos em que os nossos lábios se tocaram... De muitas lágrimas minhas secadas por ti
e pela magia do que me és... De muitas gargalhadas dadas em uníssono...

Sabes...? Fomos MESMO presenteados com a nossa "estrela do mar"...

"Não sei se era maior o desejo ou o espanto
mas sei que por instantes deixei de pensar
uma chama invisível incendiou-me o peito
qualquer coisa impossível fez-me acreditar" É assim que acredito que tenhas sentido o Henrique pela primeira vez!

E agora, mais que nunca, "em silêncio trocámos segredos e abraços inscrevemos no espaço um novo alfabeto"... Os três juntos...

Somos o nosso pequeno mundo, que teve de presente a mágica "estrela do mar"...

Obrigada por me fazeres alguém feliz... E me dares o jubilo de partilhar tudo quanto de bom tenho e sou...

O Henrique, o nosso róxitinho!!!

"Só pra dizer... que te amo, nem sempre encontro o melhor termo... Nem sempre escolho o melhor modo"...







Que as fadinhas especiais, mágicas e cheias de pózinhos de perlimpimpim protejam o Henrique.

Amo-te infinitamente! Amo-vos mais que a tudo o que de bom sou!

És-me, são-me, mais que tudo e muito!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Abraço



Amo-vos mais que a tudo que de bom sou!!!

Obrigada por existirem e construirem comigo o nosso mundo!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Se você tivesse seu próprio programa de entrevistas, quem seriam seus primeiros três convidados?

Num cenário hipotético, como se estivessemos no céu...

Entrevistaria o José Carlos Ary dos Santos, o Salgueiro Maia e o Bocage.

Ask me anything

Quem foi a sua primeira paixão?

Uhm...

E se falarmos antes da "última" paixão?

A primeira já passou... Foram alguns anos de "paixão". Esses anos ficam guardados para mim.

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sábado, 6 de março de 2010

Os filhos



"Vossos filhos não são vossos filhos,
são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor,
mas não vossos pensamentos.
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles,
mas não podem fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás
e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos
são arremessados como flechas vivas.
O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito
e vos estica com toda a sua força
para que suas flechas se projetem rápido e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria;
Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
ama também o arco que permanece estável."

Khalil Gibran

A ânsia da vida presenteou-me com um ser maravilhoso!!!

O meu filho....

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Entre mim e ti


Vagueio entre mim e ti…
Dianbulo entre a noite e o dia…
Perco-me entre o sonho e a realidade…
Ando inebriada… contigo… por ti…
O que sinto… agora não cabe nas palavras… não chegam…
O sono é tanto, enquanto espero que voltes…
Voltes? Nunca vieste…
Vivemos momentos sonhados… nunca passados…
Foste o meu Vento… Vento rápido e forte…
És a minha Tempestade… chuvosa, mas sempre com luz…
És gelo… frio, mas sempre branco…
Nós fomos… somos… éramos…
Fomos poema pensado, mas nunca escrito por dedos alguns…
Somos, agora, fragmentos um do outro…
Éramos o que nunca chegámos a ser…
A saudade do não vivido bate já em mim…
Que noite foi aquela em que a Lua nos embalou?
Que luz da vela ficou marcada na parede do teu quarto?
O arco-íris desvaneceu-se na minha frente… por entre as minhas mãos… na ponta dos meus dedos…
A luz que me deste nos orgasmos, que julguei serem elos… talvez laços a unir-nos, apagou-se no instante em que a vela do teu quarto morreu…
As nossas horas nasceram e morreram nos teus lençóis e na dança inquietante da minha música…
Voltas? Ai… TU NUNCA VIESTE!!!
Há um remoinho na minha cabeça…
Foste… és… e serás o Meu Vento… Vento…
Talvez o Vento faça com que a sabedoria do tempo te toque… ou roce no teu âmago…
Vento… o que não se vê, mas quanto mais forte, mais se sente… mais marcas deixa…
Enquanto vagueio entre mim e ti, sem trilho certo a seguir, há certezas que me acompanham no caminho…
A magia do nosso momento, do nosso tempo… há-de ser sempre, sempre minha…
Só quando perceberes o quanto te quero e quão felizes foram os meus orgasmos, perceberás a magia que me invade e que é minha…
Nesse instante passarás a ser o meu Tempo… e os momentos sonhados, serão vividos…

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Palavritas (palavras escritas)



Palavras escritas. Para que servem elas?
Acabam sempre por ser esquecidas mais tarde ou mais cedo, ou podem nem sequer ser lidas por quem as devia ler...
Palavras escritas... são para mim um desabafo...
Palavras escritas... estas e as outras e as que ainda estão para vir, podem não te dizer nada. Podem até não te causar sensação nenhuma porque são as Minhas palavras. Mas a mim... causam-me todo e qualquer sentimento. Eu e elas percebemo-nos!
Ri-te, podes rir. Podes pensar como é que eu e as palavras nos percebemos, mas... nem eu sei. Apenas sei que quando rio elas vêm ter comigo...
Quando choro, eu vou ter com elas...
Não sei!
As palavras nunca me recusaram um encontro, vieram sempre ter comigo! Até quando não as chamo, elas estão presentes. São boas ouvintes e conselheiras.
Quantas e quantas lágrimas já caíram dos meus olhos e apenas as palavras perceberam?
Elas estão sempre aqui... comigo!
Vivemos juntas há muito tempo. Já passámos muita coisa, as duas.
Tentei deixar o Mundo terreno uma vez... e até dessa vez, as palavras escritas estavam comigo. Foi com elas que disse Adeus a este Mundo, mas... apenas eu e elas sabemos quais são as companheiras deste Adeus, que só eu li, só eu escrevi e só eu senti. Com este Adeus e com o passar do tempo apenas as Minhas palavras sabem quem realmente sou e tudo o que sinto.
Palavras escritas...
Ri-te! Ri-te novamente! Não me importo que o faças!
Julga-me louca se quiseres! Pensa o que quiseres de mim, eu não quero saber!
Eu e as palavras somos uma só!
E tu? Tu andas sozinho no Mundo! SOZINHO!
Só quando perceberes o quão bela é a minha relação com as palavras é que vais perceber quem realmente sou...
Palavra escritas... será que te disseram alguma coisa agora?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vem! Fica!



Este querer de que te quero é tanto que chega a perder-se em mim… em ti… em nós e… e nas palavras…
Não sei como te dizer que me fazes falta…
Tens o Sol nas mãos… as mãos que sinto todas as noites a moldarem-se ao meu peito… meu pensamento insiste em guardar os teus lábios nos meus… tuas mãos nas minhas…
Quero-te! Quero-te!
Esquece o tempo… esquece…
Esquece e vem para mim…
Vem com o peito cheio de calor…
Vem com instantes de prazer nas mãos…
Vem…
Vem e percorre todo o meu corpo com suspiros… com luz…
Fica perto de mim… fica…
Dá-me luz!
Não sei como te dizer que te quero…
O teu nome vocifera no meu peito…
Vem …
Vem e fica…
Fica… fica para nos entregarmos ao prazer de novo… fica para que possa ser Tua no instante do toque… do beijo… dos suspiros…
Vem e fica…
Tenho tanto no meu peito para te dar…
Não sei como te dizer… não sei…
Fica para que…
Fica para que te possa dizer a falta que me fazes…
Fica para que te possa dizer que… que…
Dizer-te o que não consigo...
Escutaste-me? Vens? Ficas?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Henrique!

"Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixe-me ser só ser

No teu colo eu me entrego
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só ser"

Filhote, és o meu ponto de luz...! Gosto-te infinita e indefinidamente!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Olhos negros


Rapaz de olhos negros como a noite… não chores mais! Não te deixes engolir pela voracidade da tristeza!
Não chores porque o Céu já o faz por todos nós! O Céu chora… mas não sorri…
És tu que tens que sorrir!
Deixa-me tocar nas tuas mãos de veludo e trazer-te para junto de mim… e levar-te para destino incerto… apenas levar-te!
Vem para junto do meu abraço para que te possa embalar! Para que adormeças em meus braços e deixes de chorar no momento em que te embalo…
Qual será o teu caminho?
Dá-me de novo a tua mão… não te indicarei o trilho que tens que seguir… mas quero atravessá-lo contigo com a tua mão na minha para te ajudar a levantar quando caíres… para não te perderes…
Deixa-me sentir o Mar que tens no cabelo… deixa-me beber desse Mar, para que não mergulhes sozinho…
Deixa-me apenas sentar-me junto a ti a ver a Lua a sorrir… assim podemos dar as mãos… seguir o teu trilho enquanto esvoaçamos sobre ele… e a Lua admira o quão belo é o que sinto por ti…!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Amo-te mais que a tudo o que de bom tenho!!!

Porque nada faz sentido sem te ter aqui...

Porque tudo é especial contigo... Porque nunca é demais lembrar-te o quanto me és...

Infinitamente... Amo-te mais que a tudo o que de bom tenho...

"Só pra dizer... Que te amo, nem sempre encontro o melhor termo..."

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Tão... Mãe!



O meu filho "deu-me" a mão...

SOU MÃE!!!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um pouco, só um pouco!


Ando em busca de um pouco de mim...
Um pouco que ao fugir se perdeu em ti e por ti...
Um pouco que não julgava ter... que já não tenho.
Sei que já esteve em ti, mas... lentamente vais deixando que ele escape de ti...
Por isso, o pouco da ténue e fina linha da ternura que existia entre nós, vai-se dissipando dos dois. Tu não o sentes e eu já não o controlo mais...
É um pouco que hoje é um tudo em mim!
Busco-me em cada sorriso que rasgámos juntos, em cada lágrima a espreitar nos olhos de ambos em sintonia, em cada grito de prazer dado em uníssono cada vez que nos amávamos...
A perda é irreversível! Perdi-me! Perdeste-me! Perdi-te!
Apenas existimos um para o outro como memórias... recordações... talvez saudade!
A tua voz ainda sussurra ao meu ouvido...
O teu cheiro ainda se sente nos meus lençóis, na minha roupa, no meu corpo...
Os teus olhos ainda sorriem com o brilho que possuem ao olhar para mim...
Os teus beijos ainda sabem a Amor...
Por vezes as tuas mãos ainda me tocam, moldando-se às formas do meu corpo...
Mas tu... tu já não estás aqui... Tudo isto são apenas saudosas recordações de momentos já passados...
E eu... eu estou cada vez mais longe de ti, porque insistes em banir-me do teu pensamento...
Busco-me e não me encontro... perdi-me! Se não me encontrar, irei seguir o trilho certo? Irei esquecer tudo o que me ensinaste?
Mas... se não me esconder, o que irei procurar?
Ando em busca de um pouco de mim...
Um pouco que hoje é um tudo em mim...
Um pouco que ao fugir se perdeu em ti e por ti...
Um pouco que é meu! É teu! É de todos! E afinal não é de ninguém!

domingo, 3 de janeiro de 2010

Sete letras

Estou saudosista... Tenho saudades de tanta coisa...!

"Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
Cada vez que tu não vens,
cada vez que tu demoras."