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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Meu poema


A cada instante o tempo foge-me de ti…
Carrego-te no peito que já foi teu num instante não fugido… um instante sentido…
No momento em que parei o tempo enquanto escutava os acordes da nossa respiração…
Tens-me na magia das tuas mãos…
Quanto tempo irás usar?
O meu desejo não acabou quando o último beijo morreu…
A noite continua a embalar os meus sonhos… neste embale meus dedos abraçam os teus…
É à noite que o brilho do teu olhar invade os meus lençóis, enquanto a noite embala o meu pensamento…
Tenho tanto de ti em mim…
Navegas escondido em mim… perdes minha voz nas tuas mãos…
Suportas o ténue silêncio que separa o teu olhar do meu âmago…
Teu nome vocifera em mim…
O grito é tão forte que chega a não caber nas palavras que te dou…
As letras que me lês, acabam por não roçar no teu peito… são levadas no instante em que te fujo no tempo…
E tu… tu não deixaste que a noite nos abraçasse momentos suficientes para me fazer poema em ti…
Não sei o que fomos… não sei o que somos…
Enquanto o brilho do teu olhar permanece no meu quarto, dando sombra ao meu pensamento, as incertezas dançam entre a tua luz e a minha sombra…
Irás ouvir o vociferar do teu nome em mim?
Vamos deixar o tempo fugir?
Voltarão a Noite e a Lua a juntar-nos?
E nós… seremos algum dia…?
Agarra o tempo com teus olhos… ouve o meu grito…
Permanece no meu peito…
Oferece-me mais instantes que não fujam no tempo…
E… deixa que te faça Meu Poema…

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