RSS

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mãos cheias de tudo e fartas do nada!


Tenho as mãos cheias de tudo…
A noite que és tu afaga a lua que há em mim…
Uhm… sou beijada pela noite… sou envolvida pelo calor dos teus braços…
Tens tu, agora as mãos cheias de mim!
A roda do tempo gira enquanto a noite e a lua se unem…
Os tambores do medo tocam nesta união…
O medo… transforma a noite em dia e parte a roda do tempo…
Vens? Ficas?
Conseguis-te sentir-me?
Não sei… não sei…
Onde estás? Para onde foste?
Não sei de ti…
Quero ser embalada pela chuva que sai de mim… pela chuva que rola no meu corpo…
Fiquei sem a noite…
Afinal… nunca chegaste a sentir-me…
Não vieste para perto de mim…
Os acordes da música que já vive contigo estiveram sempre presentes em ti… e… foste engolido pelo batuque do medo…
Sou amada pela chuva…!
Pensei ter as mãos cheias de tudo, mas… tenho-as fartas do nada que somos e que fomos…

Sem comentários:

Enviar um comentário