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domingo, 27 de dezembro de 2009

Sem choro...

Será que estou a ficar crescida ou aconteceu algo de tão extraordinário que nem me dei conta neste Natal?

Não chorei... Pelo contrário... Ri desalmadamente...

Foi a mesma confusão de sempre, passar o dia 24 aqui e o dia 25 ali... Mas não chorei...!

Ou estou a ficar crescida ou a aceitar que o Natal sempre foi assim...

Apesar disto, continuo a detestar o Natal!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Os dias que passam

"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples! Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra coisa todos os dias são meus." Alberto Caeiro

Será que é mesmo assim? Se assim é, porque sinto necessidade de partilhar os meus dias?

Filho, vais partilhar comigo os teus dias? Que é de mim, se não há partilha...?

Obrigada por lerem os meus dias, aqueles que deveriam ser só meus e se transformam nos nossos dias, como que por magia!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Meu poema


A cada instante o tempo foge-me de ti…
Carrego-te no peito que já foi teu num instante não fugido… um instante sentido…
No momento em que parei o tempo enquanto escutava os acordes da nossa respiração…
Tens-me na magia das tuas mãos…
Quanto tempo irás usar?
O meu desejo não acabou quando o último beijo morreu…
A noite continua a embalar os meus sonhos… neste embale meus dedos abraçam os teus…
É à noite que o brilho do teu olhar invade os meus lençóis, enquanto a noite embala o meu pensamento…
Tenho tanto de ti em mim…
Navegas escondido em mim… perdes minha voz nas tuas mãos…
Suportas o ténue silêncio que separa o teu olhar do meu âmago…
Teu nome vocifera em mim…
O grito é tão forte que chega a não caber nas palavras que te dou…
As letras que me lês, acabam por não roçar no teu peito… são levadas no instante em que te fujo no tempo…
E tu… tu não deixaste que a noite nos abraçasse momentos suficientes para me fazer poema em ti…
Não sei o que fomos… não sei o que somos…
Enquanto o brilho do teu olhar permanece no meu quarto, dando sombra ao meu pensamento, as incertezas dançam entre a tua luz e a minha sombra…
Irás ouvir o vociferar do teu nome em mim?
Vamos deixar o tempo fugir?
Voltarão a Noite e a Lua a juntar-nos?
E nós… seremos algum dia…?
Agarra o tempo com teus olhos… ouve o meu grito…
Permanece no meu peito…
Oferece-me mais instantes que não fujam no tempo…
E… deixa que te faça Meu Poema…

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Saudades tuas!!!

"Voltar a casa com um sentimento de solidão
Fingir que estás no pensamento sem razão
E de repente sei que é isto que não quero
Voltar a casa e saber que ainda te espero
Fazer de conta que já estou no meu lugar
Não quero lá estar assim"

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O mar e a costa

Muitas vezes me pergunto o motivo das coisas... a ausência ou a presença desta ou daquela pessoa e encontrei a resposta...!

"Estou a caminhar para sempre nestas costas de mar,
Entre a areia e a espuma das ondas,
A maré alta vai apagar as minhas pegadas,
E o vento vai soprar a espuma para longe.
Mas o mar e a costa vão permanecer
Para sempre."

Kahlil Gibran

domingo, 6 de dezembro de 2009

Sonhos


Sonhos...
Todos sonhamos...
Quais os meus sonhos?

Gostava de ter conseguir de dizer "gosto muito de ti" mais vezes... mas fraquejam-me as palavras... fogem-me da voz...
Gostava de dizer o quão importantes são quem me rodeia... mas a voz cala-se nesse instante...

E ser feliz... quero tanto ser feliz...!!!

"Por termos sofrido tanto
É que a saudade está viva
São sete letras de encanto
Sete letras por enquanto,
Enquanto a gente for viva
Esta palavra saudade
sabe ao gosto das amoras
Cada vez que tu não vens,
cada vez que tu demoras
Ai palavra amarga e doce,
debruçada na idade
Palavra como se fossemos
resto de mocidade" Ary dos Santos

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

E numa noite, disse-to eu a ti, em murmúrio

Envolve-me em teus braços…
Abraça-me
Abraça-me e olha para mim!
Enquanto me dispo só para ti…
Tiro a roupa, dispo os meus medos, mato as máscaras que tenho…
Fico nua, vulnerável…
À espera dum toque, dum beijo…
Não… não espero um toque, não espero um beijo…
É a ti que espero! Ao teu toque e ao teu beijo…
Finjo que não te quero… finjo ser calma como a água… finjo não seres importante… finjo não querer que fiques… finjo não me importar… finjo… finjo…
E se te disser que sim?
Que me importo? Que não quero estar, mas ficar?
E se te disser que quero acender estrelas no céu contigo?
Vem no meu sonho e diz que me queres tanto como eu a ti…
Vem no meu sonho e olha-me como eu te olho… verás as minhas fraquezas…
As fraquezas que chorei e tu beijaste…
Vem porque te quero sentir enquanto escrevo…
Vem no meu sonho, acende velas… incenso… despe-nos e ama-me durante um dia, uma noite… durante o nosso instante…
Vem para mim porque a paixão entranha-se cada vez mais em mim…
Vence os teus medos, fraquezas e vem…
Vem porque me quero perder em ti… por ti… perder-me em cada palavra tua, em cada toque teu, em cada sorriso teu…
Vem porque tenho mil e um sonhos para te ter…
Vem porque as horas sem ti, as mãos vazias de ti me comem o peito…
Vem porque te quero… porque não tenho medo… porque te quero… AMAR…

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Disse um dia, Mark Twain

"Dentro de vinte anos, você lamentará mais
as coisas que não fez, do que as coisas feitas.

Por isso, solte as amarras e abandone o
porto seguro.

Segure os ventos em suas velas.

Explore.
Sonhe.
Descubra!"

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

...


Quem dera a mim, ter o condão de te mostrar tais coisas belas...
E dizer-te todas as sensações das palavras que há em ti, em mim, em nós e abolir a semântica...
Quem dera a mim, cantar-te na voz e sentir-te em cada poro...
Que o pólen das flores , carregado pelas abelhas te toque...
Te toque, com lábios suaves como o veludo, doces como os morangos... E te beije...!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Filho meu...!


Só queria, dormir em descanso e no sopro de um balanço pousar em ti...
Só queria, sonhar em abraços e no sorriso do teu traço voar sem fim...
Só queria, dizer-te tudo o que já me és, filho...
Só queria, por instantes poder tocar-te e continuar a sonhar depois de adormecer em ti!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Voar


E se eu hoje voasse e ficasse instalada numa estrela?

Tenho saudades do ontem...!

Quero voar, saltar, rir, gargalhar... Voltar ao ontem...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Em busca da felicidade



Há dias assim... afinal, todos nós buscamos a dita felicidade!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

TU!

Que carregues sempre nos lábios o sorriso que me apazigua a alma...

Que o teu toque seja o nosso toque...

Que me abraces com as palavras que me dás...

Que me embales a paz que te sinto a cada instante...

Que os instantes parem e me dêem luz para seres parte de mim...

És alquimia... És força...

Amo-te mais que a tudo o que de bom tenho!!!

Fada

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Estrela Mãe

"Aprendi com a minha Estrela Mãe
Na vida só a ser
O que o amor disser
O que o coração quer
Eu aprendi"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mãos cheias de tudo e fartas do nada!


Tenho as mãos cheias de tudo…
A noite que és tu afaga a lua que há em mim…
Uhm… sou beijada pela noite… sou envolvida pelo calor dos teus braços…
Tens tu, agora as mãos cheias de mim!
A roda do tempo gira enquanto a noite e a lua se unem…
Os tambores do medo tocam nesta união…
O medo… transforma a noite em dia e parte a roda do tempo…
Vens? Ficas?
Conseguis-te sentir-me?
Não sei… não sei…
Onde estás? Para onde foste?
Não sei de ti…
Quero ser embalada pela chuva que sai de mim… pela chuva que rola no meu corpo…
Fiquei sem a noite…
Afinal… nunca chegaste a sentir-me…
Não vieste para perto de mim…
Os acordes da música que já vive contigo estiveram sempre presentes em ti… e… foste engolido pelo batuque do medo…
Sou amada pela chuva…!
Pensei ter as mãos cheias de tudo, mas… tenho-as fartas do nada que somos e que fomos…

domingo, 15 de novembro de 2009

Uhm!

Hoje, quero escrever... escrever porque sou feliz enquanto o faço...

Escrever cada palavra e juntá-la com a outra... Escrever sem nexo, para que só eu e o papel nos percebamos...

Gastar todas as palavras numa só!

Escrever nada e dizer tudo!

Escrever para ninguém... por mim... para todos... para ti, para o outro, o outro e para o que vai ler o que escrevo hoje, mesmo que sem nexo!

Quero escrever porque amo a escrita, as palavras...

Não quero saber o que pensam dos jogos que faço com as palavras... Não quero saber se gostam ou não, porque sou FELIZ enquanto escrevo! Enquanto converso com o papel e a caneta sussurra palavras na minha mão...

E tu...? Sentes-te feliz?